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Falta de diesel ameaça colheita de arroz e pressiona custos no agronegócio brasileiro
Publicado 11/03/2026 • 13:15 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 11/03/2026 • 13:15 | Atualizado há 8 meses
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Agência Brasil
Bomba de combustível com diesel diesel S10
A falta de diesel já começa a interromper a colheita de arroz no Rio Grande do Sul e preocupa produtores de várias regiões do Brasil. O alerta veio de Antônio da Luz, economista-chefe da Farsul, a Federação da Agricultura do Estado, em entrevista à Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (11), durante uma das maiores feiras do agronegócio do país.
“O assunto mais comentado aqui é a preocupação com a falta de combustível”, disse da Luz, ao descrever o clima entre produtores reunidos no evento.
Segundo o economista, logo após o início do conflito no Irã, produtores gaúchos passaram a relatar dificuldade para comprar diesel. Os fornecedores estão informando indisponibilidade imediata, com prazo de entrega de 10 a 15 dias.
Ao mesmo tempo, os preços dispararam. “O diesel que custava R$ 5,60 passou para R$ 6, depois R$ 7, e agora já recebemos relatos de vendas a R$ 10 por litro”, afirmou da Luz. O aumento ocorre sem qualquer anúncio oficial de reajuste por parte da Petrobras, que ainda discute por quanto tempo consegue segurar os preços nas refinarias.
Diante dos relatos, o presidente da Farsul buscou informações no Ministério de Minas e Energia e na Agência Nacional do Petróleo. A resposta das duas instâncias foi categórica: não há problema de fornecimento. A ANP divulgou nota afirmando que o abastecimento está normal.
Para da Luz, a contradição entre os dados oficiais e a realidade dos produtores exige apuração. “Não nos resta alternativa senão provocar o Ministério Público para investigar o que está acontecendo, porque estamos falando de bilhões de reais em produção”, disse.
O economista lembrou que o agronegócio fatura mais de R$ 1,5 trilhão ao ano e que o PIB de 2025 foi puxado pelo setor, com crescimento de 11,7%. Parte relevante da produção de 2026 ainda está no campo, esperando para ser colhida.
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Siga o Times | CNBCDa Luz alertou que o problema de fornecimento é mais grave do que o aumento de preço. A colheita tem uma janela curta, e atrasos podem gerar perdas irreversíveis na produção. “Estamos recebendo relatos de impossibilidade de entrega, e isso pode gerar perdas na colheita”, disse.
A Senacon já enviou ofício ao Cade pedindo apuração de aumentos nos preços de combustíveis em estados como Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
O economista alertou ainda para o impacto do diesel sobre os preços ao consumidor. Energia tem efeito inflacionário em cadeia, já que todas as etapas da produção, do transporte à distribuição, dependem direta ou indiretamente de combustível.
“Se aumenta o custo para colher, aumenta o custo para transportar, para industrializar, para distribuir e para vender. O aumento do diesel gera várias ondas de aumento de preços na economia”, explicou.
Outro ponto de atenção é o preço dos fertilizantes, que dependem de importação. Da Luz afirmou que não há problema de fornecimento no momento, mas que os preços internacionais já subiram. A ureia, que depende do gás natural, registrou alta relevante no mercado externo. O impacto maior, segundo o economista, deve ser sentido na safra de 2027.
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