Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Chefe da AIE compara guerra no Irã às maiores crises energéticas da história em gravidade
Publicado 23/03/2026 • 08:04 | Atualizado há 4 semanas
Netflix supera expectativas de lucro com fim de acordo com a Warner e anuncia mudança no conselho
Maior fabricante de chocolate do mundo reduz previsão de lucro com queda do cacau; ações despencam 17%
Trump afirma que líderes de Israel e do Líbano vão negociar
Analistas veem exagero em previsão sobre fim da hegemonia do dólar e avanço do “petroyuan”
EXCLUSIVO CNBC: CEO da Dell diz que IA americana deve estar amplamente disponível no mundo
Publicado 23/03/2026 • 08:04 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Pixabay
Plataforma de petróleo
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta segunda-feira (23) que a guerra no Irã gerou a maior disrupção de oferta já registrada na história do mercado global de petróleo. Ao falar no National Press Club em Canberra, na Austrália, Birol disse que o impacto do conflito equivale às duas grandes crises do petróleo dos anos 1970 e à crise do gás de 2022 “somadas”.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, mais de 40 ativos energéticos em nove países do Oriente Médio foram “severa ou muito severamente” danificados, segundo o chefe da AIE. Campos de petróleo e gás, refinarias e oleodutos foram atingidos, e os reparos devem levar tempo considerável.
Leia também: Finnair fecha maior encomenda de sua história com a Embraer por até 46 aeronaves
O fornecimento global de gás natural liquefeito (GNL) recuou cerca de 20% desde o início da guerra. O Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde passa normalmente cerca de 20% do petróleo e gás mundiais, praticamente parou de operar desde o início do conflito.
Birol apontou a reabertura do Estreito de Ormuz como a solução “mais importante” para a crise energética global. A AIE já realizou uma liberação histórica de 400 milhões de barris de petróleo ao mercado em 11 de março e o diretor sinalizou que novas liberações de reservas estratégicas são possíveis. “Se for necessário, é claro que faremos”, afirmou.
Leia também: Ações europeias despencam após Trump impor prazo sobre o Estreito de Ormuz
Birol ampliou o diagnóstico do conflito para além dos combustíveis fósseis. “Algumas das artérias do comércio global, como petroquímicos, fertilizantes, enxofre e hélio, tiveram seu fluxo interrompido, o que terá consequências graves para a economia mundial”, afirmou o executivo.
A Ásia foi apontada por Birol como a região mais exposta ao choque energético provocado pela guerra no Irã.
No sábado (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “obliterar” as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse completamente o Estreito de Ormuz em 48 horas. Em resposta, o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou que infraestruturas e instalações energéticas no Golfo poderiam ser “irreversivelmente destruídas” caso usinas iranianas fossem atacadas.
O conflito entra agora em sua quarta semana, com participantes do mercado monitorando de perto as ameaças cruzadas sobre instalações energéticas na região.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
Qual era o papel de Daniel Monteiro, advogado preso hoje junto com ex-presidente do BRB
2
Anthropic lança Claude Opus 4.7, modelo que vai usar para aprender a controlar o mito que criou
3
Shell e Cosan podem perder participação na Raízen? Entenda o risco
4
BTG montou operação bilionária com alto potencial de lucro para compra de carteira do Master
5
As quatro estreias de abril no maior canal de negócios do Brasil