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Chefe da AIE compara guerra no Irã às maiores crises energéticas da história em gravidade
Publicado 23/03/2026 • 08:04 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/03/2026 • 08:04 | Atualizado há 2 meses
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Pixabay
Plataforma de petróleo
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou nesta segunda-feira (23) que a guerra no Irã gerou a maior disrupção de oferta já registrada na história do mercado global de petróleo. Ao falar no National Press Club em Canberra, na Austrália, Birol disse que o impacto do conflito equivale às duas grandes crises do petróleo dos anos 1970 e à crise do gás de 2022 “somadas”.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, mais de 40 ativos energéticos em nove países do Oriente Médio foram “severa ou muito severamente” danificados, segundo o chefe da AIE. Campos de petróleo e gás, refinarias e oleodutos foram atingidos, e os reparos devem levar tempo considerável.
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O fornecimento global de gás natural liquefeito (GNL) recuou cerca de 20% desde o início da guerra. O Estreito de Ormuz, corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde passa normalmente cerca de 20% do petróleo e gás mundiais, praticamente parou de operar desde o início do conflito.
Birol apontou a reabertura do Estreito de Ormuz como a solução “mais importante” para a crise energética global. A AIE já realizou uma liberação histórica de 400 milhões de barris de petróleo ao mercado em 11 de março e o diretor sinalizou que novas liberações de reservas estratégicas são possíveis. “Se for necessário, é claro que faremos”, afirmou.
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Birol ampliou o diagnóstico do conflito para além dos combustíveis fósseis. “Algumas das artérias do comércio global, como petroquímicos, fertilizantes, enxofre e hélio, tiveram seu fluxo interrompido, o que terá consequências graves para a economia mundial”, afirmou o executivo.
A Ásia foi apontada por Birol como a região mais exposta ao choque energético provocado pela guerra no Irã.
No sábado (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou “obliterar” as usinas de energia do Irã caso Teerã não reabrisse completamente o Estreito de Ormuz em 48 horas. Em resposta, o porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, alertou que infraestruturas e instalações energéticas no Golfo poderiam ser “irreversivelmente destruídas” caso usinas iranianas fossem atacadas.
O conflito entra agora em sua quarta semana, com participantes do mercado monitorando de perto as ameaças cruzadas sobre instalações energéticas na região.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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