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Farmácias independentes perdem espaço no Brasil; e mais da metade já sente queda no lucro
Publicado 31/03/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 31/03/2026 • 09:30 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Foto: Freepik.
Encontrar medicamentos e itens pessoais está cada vez mais fácil no Brasil. Além das 124 mil farmácias que já existiam no país em 2024, uma nova lei permitirá farmácias e drogarias em supermercados. Entretanto, embora o contexto generalizado pareça promissor, há um grupo em declínio: as farmácias independentes.
Os problemas começam pela redução de lucro, que atingiu 56% das farmácias independentes entre 2020 e 2024, de acordo com o estudo “Visão 360º do mercado farmacêutico no Brasil”, do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa; da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar). O percentual citado já considera a inflação acumulada de 35,3% no período.
Além disso, as lojas independentes também estão sendo reduzidas. Em 2025, foram fechadas 6.555 unidades de farmácias independentes, enquanto 5.459 novas unidades surgiram.
Ao todo, as farmácias independentes caíram de 50.075 lojas em 2021 para 48.979 em 2025. Enquanto isso, o número total de farmácias no Brasil não para de subir.
Leia também: Remédios em supermercados: o que muda com a nova lei e como isso afeta você
De acordo com os estudos, tanto da Febrafar quanto da IQVIA, o mercado farmacêutico está cada vez mais competitivo e técnico. Mesmo assim, a Febrafar escutou o que 2.200 proprietários de farmácias independentes de todo o Brasil tinham a dizer.
Em geral, sobre a evolução do lucro entre os anos de 2020 e 2024:
Na visão desses empresários, os motivos para esse cenário incluem:
Para o futuro, os proprietários preferem agir com cautela e esperam por:
Por outro lado, há ainda 47% dos donos de farmácias independentes que ainda não sabem qual estratégia utilizar para manter a competitividade. Mas quem já tem planos cita:
No caso das estratégias, até elas são limitadas. Segundo a pesquisa:
Ademais, das farmácias que tiveram redução de lucro, 77% ainda não estabeleceram estratégias de crescimento e enfrentam dificuldades para encontrar oportunidades.
“O varejo farmacêutico brasileiro entrou em uma nova fase. Não é mais um mercado que cresce por inércia nem um ambiente que permite improvisos. A pressão aumentou, as margens ficaram mais estreitas e a régua subiu. Operar bem deixou de ser diferencial e virou condição básica para continuar no jogo”, afirmou Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas.
Na visão de Tamascia, isso aconteceu porque o varejo farmacêutico está cada vez mais técnico. “Hoje não basta comprar bem ou negociar pontualmente. O varejo exige gestão, método, controle de estoque, leitura do comportamento do consumidor, estratégia de categorias e disciplina operacional. A farmácia que atua sozinha, sem estrutura e sem apoio, enfrenta um ambiente cada vez mais competitivo e menos tolerante ao erro.”
Nesse contexto, Tamascia defende que apoiar-se em dados já não é uma questão de escolha, mas de necessidade. “Dados não são mais um diferencial restrito aos grandes grupos. Eles fazem parte da gestão. Quem não consegue enxergar com clareza o que acontece no ponto de venda, no comportamento do consumidor e na performance das categorias está operando em desvantagem”, reforçou o presidente da Febrafar e da Farmarcas.
Alguns proprietários já perceberam isso. De acordo com a pesquisa da Febrafar:
Ou seja, além do uso de dados, as farmácias independentes também apoiam-se cada vez mais no associativismo. “Associativismo não é só escala. É acesso à inteligência, processos, treinamento, acompanhamento e troca de experiências. Sozinho, o empresário fica exposto. Junto, ele ganha estrutura para competir”, completou.
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