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Ciências e Saúde

“Até 90% do atendimento do SUS no interior é feito por Santas Casas”, diz especialista

Publicado 30/03/2026 • 23:04 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Santas Casas e hospitais filantrópicos respondem por mais de 60% da média complexidade e quase 70% da alta no SUS em SP.
  • Em cidades do interior, essas instituições chegam a concentrar até 90% dos atendimentos hospitalares.
  • Setor ainda enfrenta dívida de cerca de R$ 21 bilhões, mas aposta em novos modelos de financiamento e gestão.

As Santas Casas e hospitais filantrópicos seguem como base do atendimento público de saúde em São Paulo, concentrando a maior parte dos serviços prestados pelo SUS. Segundo Edson Rogatti, diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), o peso dessas instituições é ainda maior fora dos grandes centros.

De acordo com ele, o estado conta hoje com 407 unidades filantrópicas, responsáveis por mais de 60% dos atendimentos de média complexidade e por quase 70% da alta complexidade no sistema público. No interior, essa dependência é ainda mais expressiva. “Chega a 85%, 90% do atendimento do SUS sendo feito pelas Santas Casas”, afirmou nesta segunda-feira (30), em entrevista ao Fast Money, programa do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Rogatti explica que os atendimentos de média complexidade incluem procedimentos como apendicites e cirurgias de menor porte, enquanto a alta complexidade envolve áreas como oncologia, cardiologia, neurologia e ortopedia, que exigem estrutura mais sofisticada e costumam atender pacientes de várias cidades.

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Apesar da relevância, o setor enfrenta dificuldades financeiras históricas. Segundo o dirigente, a falta de reajustes na tabela do SUS, que reúne cerca de 6 mil procedimentos, contribuiu para um cenário de endividamento elevado. “Isso levou a um passivo de quase R$ 21 bilhões nas Santas Casas”, disse.

Ele afirma que há sinais recentes de melhora, com iniciativas como a criação da tabela SUS paulista, em vigor desde janeiro de 2024, além de novos aportes federais e maior participação de estados e municípios. Para Rogatti, o modelo de financiamento precisa funcionar de forma integrada. “O correto é trabalhar em harmonia entre federal, estadual e municipal”, afirmou, destacando o alto custo da saúde.

O dirigente também defende maior participação do setor privado como alternativa para fortalecer o sistema. Ele cita experiências recentes de parcerias, especialmente na área oncológica, com apoio de laboratórios e empresas, que vêm contribuindo para ampliar o atendimento.

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“Quanto mais parcerias, melhor será o atendimento. O SUS é um sistema muito importante, mas precisa de financiamento adequado e gestão”, afirmou.

Rogatti ainda destaca que modelos bem-sucedidos de hospitais com origem filantrópica, como os grandes centros de referência em São Paulo, mostram que é possível combinar qualidade, escala e eficiência. Para ele, ampliar esse padrão para outras unidades pode ser um caminho para melhorar o sistema.

Na avaliação do dirigente, o desafio agora é transformar os novos recursos em melhoria concreta no atendimento. “As filas não vão acabar, mas precisam andar mais rápido”, disse, ao defender avanços na gestão e no uso dos recursos para ampliar o acesso da população.

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