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Conflito no Oriente Médio

Estados Unidos veem chance de acordo com o Irã e articulam nova rodada de negociações

Publicado 16/04/2026 • 07:23 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Washington informou que discute um segundo ciclo de conversas com Teerã, mediado pelo Paquistão, e afirmou estar otimista quanto à possibilidade de entendimento diplomático.
  • O Irã confirmou troca de mensagens nos últimos dias, mas reiterou como condição central o direito de manter um programa nuclear de uso civil.
  • Enquanto avançam os contatos políticos, crescem tensões no Oriente Médio com bloqueios marítimos, ameaças militares e novos confrontos entre Israel, Líbano e Hezbollah.

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira (15) que trabalha na organização de uma nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão e demonstrou confiança na possibilidade de um acordo. A sinalização ocorre em meio ao aumento das tensões regionais e à pressão internacional por uma saída diplomática.

A declaração foi feita após o Irã ameaçar bloquear o tráfego no Mar Vermelho, em reação ao bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos. Mesmo diante do impasse, Teerã indicou disposição para manter o diálogo.

Segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, as conversas estão em andamento, embora ainda sem anúncio oficial. Ela declarou que o governo americano está “otimista em relação às perspectivas de um acordo”.

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Em Teerã, o chanceler Abbas Araghchi recebeu uma delegação paquistanesa liderada pelo comandante do Exército, Asim Munir. Já o primeiro-ministro do Paquistão, Muhammad Shehbaz Sharif, relatou iniciativas diplomáticas durante encontro com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, antes de visitas ao Catar e à Turquia.

O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, confirmou que “várias mensagens foram trocadas com a mediação do Paquistão” nos últimos três dias. Ele, porém, reforçou uma exigência considerada essencial: o reconhecimento do direito iraniano a um programa nuclear civil, admitindo discutir apenas “o nível e o tipo de enriquecimento” de urânio.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os objetivos de Israel e dos Estados Unidos seguem “idênticos”, defendendo o fim da capacidade iraniana de enriquecer urânio em seu território.

No Líbano, onde Israel sustenta que a trégua não se aplica, o confronto com o Hezbollah continua. O grupo anunciou novos ataques contra posições militares no norte israelense e informou o lançamento de drones contra Hanita e quartéis em Liman.

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Netanyahu voltou a dizer que o “desmantelamento” do Hezbollah é prioridade nas negociações entre Israel e Líbano. Já o presidente americano Donald Trump anunciou uma reunião entre autoridades dos dois países nesta quinta-feira, a primeira em quase 34 anos.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou estar “tentando criar um pouco de espaço para respirar entre Israel e Líbano”, sem detalhar os participantes do encontro. Uma fonte libanesa, porém, disse que o país “não está a par” de qualquer reunião com Israel.

Na frente econômica e marítima, Teerã mantém o bloqueio ao Estreito de Ormuz, enquanto Washington impôs desde segunda-feira restrições a navios que partem ou seguem para portos iranianos.

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O Exército americano informou ter impedido a saída de 10 navios de portos iranianos. Segundo Washington, 90% da economia iraniana depende do comércio marítimo. Os EUA também anunciaram reforço das sanções ao setor petrolífero do país.

Em resposta, militares iranianos passaram a ameaçar um bloqueio no Mar Vermelho, além do controle já exercido em Ormuz. Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo iraniano, afirmou que navios americanos poderão ser afundados caso tentem agir como a “polícia” da região.

Também nesta quarta-feira, ministros das Finanças de 11 países, entre eles Reino Unido, Japão e Austrália, defenderam uma “solução negociada” para o conflito e alertaram para riscos à segurança energética mundial, às cadeias de abastecimento e à estabilidade econômica global.

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