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USA Rare Earth compra brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões para desafiar domínio da China em terras raras

Publicado 20/04/2026 • 10:53 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões em dinheiro e US$ 126,9 milhões em ações pela mineradora brasileira Serra Verde.
  • China produz quase 70% das terras raras do mundo em minas e cerca de 90% dos minerais refinados, incluindo materiais importados de outros países.
  • Serra Verde tem acordo de fornecimento de 15 anos com entidades do governo americano para 100% da produção de quatro elementos magnéticos.
USA Rare Earth anuncia aquisição da brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões para reduzir dependência da China em terras-raras e minerais críticos

USA Rare Earth anuncia aquisição da brasileira Serra Verde por US$ 2,8 bilhões para reduzir dependência da China em terras-raras e minerais críticos

A USA Rare Earth anunciou planos para adquirir a mineradora brasileira Serra Verde em um negócio avaliado em US$ 2,8 bilhões (R$ 14 bilhões) em dinheiro e ações, com o objetivo de desafiar o domínio da China na cadeia de suprimentos de terras raras.

A empresa, com sede em Oklahoma, pagará US$ 300 milhões em dinheiro e US$ 126,9 milhões em ações recém-emitidas. A conclusão da transação está prevista para o terceiro trimestre de 2026, sujeita a condições de fechamento e aprovações regulatórias.

🔍 Terras raras são 17 elementos da tabela periódica com propriedades magnéticas especiais, presentes em uma vasta gama de tecnologias modernas, de smartphones a veículos elétricos e equipamentos militares.

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Dependência da China em terras raras

As terras raras ganharam destaque como um dos principais trunfos na rivalidade geopolítica entre os EUA e a China. O país asiático produz quase 70% das terras raras mundiais em minas e cerca de 90% dos minerais refinados, incluindo materiais importados de outros países.

Autoridades ocidentais têm alertado repetidamente sobre o domínio chinês na cadeia de suprimentos, especialmente diante da expectativa de crescimento exponencial da demanda por minerais críticos com o avanço da transição energética.

“O mundo ficou dependente demais de uma única fonte e está mais do que na hora de romper essa dependência”, disse a CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton, ao programa Squawk Box da CNBC nesta segunda-feira (20).

Acordo com o governo americano

A importância global da Serra Verde é reforçada por um acordo de fornecimento de 15 anos firmado com um veículo de propósito específico composto por entidades do governo dos EUA e fontes de capital privado, cobrindo 100% da produção de quatro elementos magnéticos: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, todos críticos para a fabricação de ímãs permanentes de alta performance.

Humpton afirmou que o negócio garante “acesso a uma mina em produção que extrai os quatro elementos magnéticos que vão atender nossa indústria.”

Thras Moraitis, CEO do Serra Verde Group, disse à CNBC que o governo americano tem sido “muito ativo” na tentativa de estimular investimentos upstream, especialmente na criação de preços mínimos para terras raras. “As terras raras representam um ponto de convergência entre segurança nacional, segurança energética e supremacia tecnológica”, afirmou em comunicado.

Reação do mercado

As ações da USA Rare Earth recuaram 3,4% no pregão pré-mercado após o anúncio. No acumulado do ano até a última sexta-feira, os papéis registravam alta de cerca de 68%.

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