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Falha em fusão da American Airlines frustra expectativas de consolidação no setor aéreo
Publicado 20/04/2026 • 18:00 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 20/04/2026 • 18:00 | Atualizado há 3 horas
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A negativa da American Airlines sobre uma fusão com outra gigante do setor frustrou investidores que buscavam maior eficiência operacional em um mercado fragilizado por crises globais, disse Luccas Saqueto, economista da GO Associados, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que a consolidação criaria uma superpotência capaz de deter 40% do mercado de aviação dos Estados Unidos, o maior do mundo. “Isso traz mais eficiência e melhora os indicadores operacionais. O mercado via como positivo esse movimento em um setor que enfrenta dificuldades desde a pandemia, passando pela guerra na Ucrânia e agora pelo conflito no Irã, que impacta o preço do querosene”, analisou.
As barreiras regulatórias e antitruste, no entanto, surgem como o principal motivo para o recuo das negociações. Para o economista da GO Associados, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos veria com ressalvas uma concentração tão elevada. “As autoridades de defesa da concorrência olham com maus olhos uma concentração que pode afetar rotas e aumentar o poder de preço da companhia sobre o consumidor”, afirmou.
A crise energética decorrente do fechamento do Estreito de Ormuz agrava o cenário financeiro das aéreas, comprimindo margens de lucro já espremidas. “O combustível é o principal insumo do setor e a disparada no preço do querosene de aviação tem um resultado catastrófico. No cenário mais pessimista, a falta do insumo pode impedir as empresas de voarem, o que seria uma verdadeira tragédia para as receitas”, alertou.
Sobre os reflexos no Brasil, Luccas Saqueto destacou que a manutenção da independência das gigantes americanas preserva acordos de investimento recentes com empresas locais. “O anúncio da Azul sobre investimentos da American Airlines e da United Airlines de US$ 200 milhões (R$ 998 milhões) acaba sendo resguardado. Sem a fusão, retira-se a incerteza de renegociar compromissos com uma nova companhia em formação”.
Por fim, o economista defendeu a aceleração de alternativas como o SAF (combustível sustentável de aviação) para reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio. “O que está provado com essa crise é que as empresas devem diversificar fornecedores. Tecnologias que hoje têm preço elevado podem se tornar viáveis no médio prazo, pois os investidores passarão a mensurar não apenas o preço do petróleo, mas o risco de interrupção brutal das cadeias de suprimento”.
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