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Entrada de capital institucional sustenta Bitcoin em meio a tensões geopolíticas, diz especialista

Publicado 20/04/2026 • 18:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A resiliência do Bitcoin diante das recentes turbulências geopolíticas no Oriente Médio reflete a consolidação de uma base de investidores institucionais que enxergam o ativo como uma reserva de valor estratégica, disse Rony Szuster.
  • O especialista destacou que o fluxo de capital via fundos negociados em bolsa tem sido o principal suporte para o preço da criptomoeda, evitando quedas mais acentuadas.
  • Para Rony, as oscilações de curto prazo causadas por conflitos e incertezas geopolíticas são ruídos que não alteram os fundamentos tecnológicos do ecossistema.

A resiliência do Bitcoin diante das recentes turbulências geopolíticas no Oriente Médio reflete a consolidação de uma base de investidores institucionais que enxergam o ativo como uma reserva de valor estratégica, disse Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O especialista destacou que o fluxo de capital via fundos negociados em bolsa tem sido o principal suporte para o preço da criptomoeda, evitando quedas mais acentuadas. “Os ETFs americanos são os que agregam mais capital no mundo e vêm mexendo o ponteiro. Na última sexta-feira, tivemos uma entrada de US$ 660 milhões (R$ 3,29 bilhões) em apenas um dia, somando mais de US$ 50 bilhões (R$ 249,5 bilhões) desde a criação em janeiro de 2024, o que demonstra que o institucional tinha uma demanda represada pelo ativo”, detalhou.

Para Rony, as oscilações de curto prazo causadas por conflitos e incertezas geopolíticas são ruídos que não alteram os fundamentos tecnológicos do ecossistema. “O Bitcoin continuará produzindo blocos e processando transações como sempre fez, com sua emissão programada e escassa. Contra um dinheiro fiduciário cada vez mais emitido, o Bitcoin é um ativo finito; já emitimos quase mais de 20 milhões das 21 milhões de unidades previstas para toda a história”, afirmou.

O head de research do Mercado Bitcoin explicou que, embora o mercado ainda reaja ao Bitcoin como um ativo de risco em momentos de pânico, a recuperação costuma ser robusta após os eventos críticos. “Geralmente, depois de grandes eventos ruins como guerras ou a pandemia, o Bitcoin sofre no curtíssimo prazo, mas tende a ter boas recuperações 60 dias depois. Vimos o preço saltar de US$ 65 mil (R$ 324,35 mil) para os atuais US$ 75 mil (R$ 374,25 mil) em abril, mesmo com todo esse temor global”, pontuou.

Além dos ETFs, o movimento de tesouraria de grandes companhias reforça a tese de escassez digital e valorização a longo prazo. “Vimos a MicroStrategy, do Michael Saylor, fazendo mais uma compra bilionária de cerca de US$ 2 bilhões (R$ 9,98 bilhões). Esse investidor institucional cria uma camada no preço e não costuma vender o Bitcoin em correções de 10% ou 15%, pois sabe que o ativo tende a se valorizar no futuro”.

Por fim, o executivo previu uma mudança na percepção do mercado, aproximando cada vez mais o comportamento da criptomoeda ao do ouro físico. “A principal tese do Bitcoin para nós é a reserva de valor, o ouro digital. No curto prazo, ele cai por temor inflacionário e juros altos, mas acreditamos que o mercado vai entender cada vez mais que ele deve reagir bem em momentos de conflito, invertendo seu comportamento atual de ativo de risco para um porto seguro”.

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