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Mappin & Webb sobrevive há 250 anos ao transformar tradição aristocrática em negócio moderno de luxo

Publicado 24/04/2026 • 15:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Marca britânica nasceu na prataria real, migrou para joias e hoje cresce também com relógios novos e seminovos certificados.
  • Empresa presta serviços à realeza britânica até hoje e participou da manutenção de joias da coroação de Rei Charles.
  • Para Danni Rudz, estratégia une tradição, certificação e novos mercados, modelo que pode inspirar a América Latina.

A longevidade da Mappin & Webb, marca britânica fundada em 1775, está diretamente ligada à capacidade de se reinventar sem perder tradição, migrando da prataria aristocrática para joias e, mais recentemente, para o promissor mercado de relógios de luxo seminovos certificados. A análise é de Danni Rudz, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo ela, a empresa surgiu como referência em prataria e ganhou notoriedade ao produzir faqueiros para a elite britânica e para a família real. “Eles são especialistas em prataria e se especializaram em faqueiros reais, não só para o Rei e a Rainha, mas para toda a elite britânica da época”, afirmou ao Real Time, jornal do Times Brasil, nesta sexta-feira (24).

As peças, muitas vezes personalizadas com brasões familiares e integradas a móveis exclusivos, transformaram-se em itens cobiçados no mercado de antiguidades e leilões internacionais. “Esses faqueiros hoje são objetos de desejo e decoração pelo mundo e estão em várias casas de leilões”, ressaltou.

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Da prataria à joalheria da realeza

Com o passar do tempo, a Mappin & Webb ampliou sua atuação e passou a atender a joalheria da monarquia britânica, produzindo peças exclusivas e realizando manutenção do acervo real.

Segundo Danni, a marca segue ligada ao palácio até hoje e participou de momentos históricos recentes. “Na coroação de Rei Charles, o joalheiro oficial da marca foi chamado para fazer manutenção e polimento das joias que seriam apresentadas na coroa”, explicou.

Ela destaca, porém, que a redução do peso simbólico da realeza no consumo moderno exigiu uma nova estratégia comercial. “A realeza não é tão relevante como era em 1775. Então eles tiveram que se reinventar para manter a marca relevante”, pontuou.

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Aposta em relógios e mercado second-hand

Na visão da comentarista, o grande salto recente da companhia veio com a associação ao grupo Watches of Switzerland, varejista global de relógios de luxo com receita superior a 1,5 bilhão de libras em 2024.

A partir dessa nova fase, a Mappin & Webb expandiu sua presença na relojoaria premium, atuando como revendedora autorizada de marcas consagradas e também no mercado de seminovos certificados. “Eles passaram a não vender somente relógios novos e entraram no mercado pre-owned, vendendo seminovos de luxo certificados”, destacou.

Para Danni, essa combinação de tradição histórica com revenda autenticada fortalece a confiança do consumidor e amplia margens em um setor aquecido. “Somos tradicionais, conseguimos certificar e estamos aqui até hoje para certificar o luxo e ser fornecedor para vocês. Essa é a mensagem”, frisou.

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Escassez cria oportunidade

A especialista lembra que alguns dos relógios mais desejados do mundo, como modelos da Patek Philippe, possuem filas longas e forte restrição de acesso no mercado primário. “Para comprar, você não pode simplesmente escolher. Tem que ser eleito, aprovado pela marca e aguardar fila de até cinco anos”, disse.

Nesse cenário, a atuação da Mappin & Webb no mercado secundário ajuda a conectar consumidores a produtos raros e de alta demanda. “Eles trouxeram ao mercado um produto de altíssima procura e pouca oferta, conseguindo comercializar esse desejo”, lembrou.

Modelo pode inspirar o Brasil

Danni Rudz avalia que o conceito ainda está em estágio inicial no Brasil e na América Latina, mas pode ganhar força nos próximos anos, especialmente com foco em certificação e curadoria. “No Brasil o second-hand ainda está chegando. Não temos nada parecido, mas podemos chegar lá”, concluiu.

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Para ela, a trajetória da Mappin & Webb mostra como marcas tradicionais podem crescer ao transformar legado em novos negócios, sem abrir mão da exclusividade.

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