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Richard Mille: o relógio que parece plástico e redefiniu o luxo contemporâneo
Publicado 29/03/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/03/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
Durante décadas, o mercado de relógios de luxo foi guiado por um mesmo código: tradição, herança e estética clássica.
Caixas em ouro, design discreto e movimentos escondidos eram os pilares que sustentavam marcas como Rolex, Patek Philippe e Audemars Piguet.
Mas, no início dos anos 2000, esse modelo começou a ser desafiado. E não por alguém vindo da tradição.

Richard Mille não herdou uma manufatura centenária. Ele não carregava um sobrenome histórico da relojoaria. E lançou sua marca aos 50 anos de idade.
Sua formação era em marketing e talvez tenha sido exatamente isso que permitiu enxergar o que a indústria ainda não via: o luxo em relógios não precisava mais seguir as mesmas regras.
Essa ruptura não foi apenas estética. Foi estratégica.
Mille entendeu que o luxo contemporâneo precisava apresentar capacidade de criar novos códigos de desejo.
>>> Leia mais artigos da coluna Up Market por Danni Rudz
Em 2001, a marca apresentou seu primeiro modelo: o RM 001 Tourbillon.

À primeira vista, ele já contrariava tudo o que se esperava de um relógio de luxo:
A partir dali, a Richard Mille passou a incorporar materiais como fibra de carbono, ligas metálicas avançadas e até cristal de safira, criando peças extremamente leves, resistentes e tecnicamente complexas.
E aqui está uma das mudanças mais relevantes: o mercado de luxo de relógios deixa de ser apenas sobre materiais “nobres” e passa a ser sobre complexidade técnica.
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