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A nova estratégia da Coach para conquistar milhões de consumidores
Publicado 30/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Coach que existe hoje está muito distante da pequena oficina familiar que começou a produzir artigos de couro masculino em Manhattan, em 1941. O que nasceu como uma empresa de acessórios de couro se transformou, 85 anos depois, em uma marca de cerca de US$ 7 bilhões, com negócios que vão de bolsas e roupas a calçados, cafeterias e experiências de varejo.
A marca, que teve Bonnie Cashin como sua primeira designer de moda e atualmente tem Stuart Vevers à frente da criação, tornou-se o principal motor de crescimento da Tapestry. Agora, a companhia mira US$ 10 bilhões em vendas até 2028, cerca de R$51,63 bilhões na cotação atual, além de ampliar sua presença internacional e conquistar ainda mais consumidores da geração Z.
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De acordo com a WWD, durante anos, a Coach cresceu com uma estratégia baseada no chamado “luxo acessível”, oferecendo produtos de couro a preços inferiores aos das grandes grifes europeias. O modelo funcionou por cerca de uma década, mas perdeu força quando concorrentes passaram a disputar o mesmo público.
A marca aumentou as promoções e perdeu parte da clareza de sua identidade. A recuperação ganhou força a partir de 2020, quando Todd Kahn assumiu o comando da empresa. Após a pandemia, ele e Vevers passaram a combinar criação, análise de dados e uma compreensão mais próxima do comportamento dos consumidores.
A estratégia ajudou a reposicionar a Coach. A empresa passou a trabalhar com o conceito de “luxo expressivo”, associado à individualidade e à autoexpressão, e concentrou produtos, lojas e campanhas na geração Z, formada por consumidores nascidos entre 1997 e 2012.
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Mesmo após conquistar cerca de 9 milhões de novos consumidores no último ano fiscal, a Coach ainda possui menos de 4% de participação entre consumidores da geração Z. Na China, esse percentual é inferior a 1%, indicando espaço para expansão.
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Siga o Times | CNBCAs bolsas continuam sendo o principal negócio. A linha Tabby é tratada como o grande ícone da marca e tem potencial para atingir US$ 1 bilhão em vendas (R$ 5 bilhões). Outros modelos, como Brooklyn, Empire, Chelsea e Teri, também ganharam força, enquanto tênis e roupas ajudam a aproximar a marca do público mais jovem.
O segmento masculino também está nos planos de expansão. Atualmente, representa cerca de 20% das vendas, mas a companhia pretende levá-lo a aproximadamente US$ 2 bilhões caso alcance os US$ 10 bilhões projetados.
A Coach prevê que 70% do crescimento futuro venha de mercados internacionais. A China é considerada o principal mercado fora dos Estados Unidos, enquanto a empresa planeja ampliar sua presença em outras cidades e regiões.
Hoje, são 955 lojas no mundo, e outras 50 devem ser abertas no ano fiscal de 2027, sendo cerca de 75% fora da América do Norte.
A estratégia também inclui novos formatos de varejo. Além das lojas tradicionais e outlets, a Coach abriu cafeterias inspiradas nos diners de Nova York e unidades Coach Play, que combinam moda, personalização e experiência.
Com essa combinação de expansão geográfica, foco na geração Z, crescimento do negócio masculino e diversificação de categorias, a marca tenta transformar uma meta que parecia ambiciosa em 2021 em seu próximo grande estágio de crescimento.
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