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DECISÃO 2026: Lula defende o SUS e Flávio fala de segurança neste domingo; veja o dia dos candidatos à Presidência
Publicado 30/08/2026 • 19:13 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/08/2026 • 19:13 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Os candidatos à Presidência tiveram agendas distintas neste domingo (30), com compromissos em diferentes estados. As atividades incluíram gravações de campanha, reuniões sobre segurança pública, atos políticos e participação em evento do setor agropecuário.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permaneceu em Brasília (DF) neste domingo, onde dedicou o dia à gravação de materiais de campanha no QG instalado no Lago Sul. A atividade faz parte da estratégia eleitoral para manter a liderança nas pesquisas e reforçar a campanha pela reeleição.
Ainda neste domingo, Lula publicou uma mensagem nas redes sociais em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente, o sistema foi enfraquecido durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele também destacou avanços na saúde e afirmou que, em um eventual novo mandato, uma das prioridades será ampliar políticas destinadas ao envelhecimento da população.
A proposta inclui ações voltadas à dignidade, autonomia, saúde, lazer e esporte para idosos. Lula citou a expansão do Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso (PADI Brasil), que, segundo ele, já alcança 2.655 municípios. A intenção apresentada é levar o programa a todo o território nacional e criar os chamados Hospitais Comunitários do Idoso. Lula afirmou: “Envelhecer é uma conquista civilizatória, e o Estado precisa estar preparado”.
Flávio Bolsonaro (PL) cumpriu compromissos em São Paulo (SP) e se reuniu com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador. A conversa teve como tema experiências de enfrentamento à criminalidade. Também participaram o senador Sérgio Moro (PL) e os candidatos ao Senado por São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
Depois do encontro, Flávio apresentou propostas para a área de segurança pública. Entre elas está a criação de mais de 500 mil vagas no sistema prisional. Ele afirmou considerar baixo o número de presos no Brasil e relacionou essa situação, em sua avaliação, à “legislação frouxa”. Também defendeu pena mínima de oito anos de prisão para pessoas condenadas por roubo de celulares.
A estimativa apresentada por Flávio para ampliar o sistema penitenciário varia de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões ao longo de quatro anos. Questionado sobre o financiamento da medida, citou duas possibilidades: cortes de despesas, sem especificar quais seriam reduzidas, e receitas futuras provenientes da exploração de petróleo na Margem Equatorial.
A experiência de segurança pública de El Salvador mencionada por Flávio está relacionada ao governo de Nayib Bukele, associado à construção de megaprisões e a detenções em massa sem mandado judicial.
Conforme relatório da Human Rights Watch publicado em fevereiro deste ano, mais de 90 mil pessoas teriam sido presas arbitrariamente durante o regime de Bukele, entre elas mais de 3 mil crianças. A organização, segundo o material, documenta um padrão sistemático de violações de direitos fundamentais.
Flávio também declarou apoio a uma Proposta de Emenda à Constituição apresentada por Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial. A medida propõe uma forma de jornada flexível, em que a remuneração seja proporcional ao número de horas trabalhadas.
A iniciativa também tem as assinaturas de Sérgio Moro, Hamilton Mourão, Damares Alves e Ciro Nogueira. Flávio defendeu que cada trabalhador possa definir sua carga horária. Como exemplo, mencionou mulheres que não conseguem trabalhar oito, sete ou seis horas por dia por não terem com quem deixar os filhos e que, nesse modelo, poderiam trabalhar quatro horas. Ele também defendeu que quem quiser trabalhar mais horas possa fazê-lo para elevar sua remuneração.
A PEC está relacionada ao embate previsto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (2) e modifica o artigo 7º da Constituição. O texto permite que contratos individuais se sobreponham a acordos coletivos celebrados por sindicatos mediante a chamada “livre pactuação contratual direta entre empregado e empregador”.
Segundo o material, essa mudança reduziria o peso das convenções coletivas e aumentaria o poder de negociação individual das empresas. Férias, 13º salário, FGTS e outros benefícios passariam a ser calculados proporcionalmente ao número de horas efetivamente trabalhadas. O valor mínimo de cada hora seria associado ao salário mínimo ou ao piso estabelecido para a categoria.
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Siga o Times | CNBCRonaldo Caiado (PSD) esteve em São Paulo e participou, na Avenida Paulista, de um ato pela extinção da escala 6×1. Ele declarou apoio à pauta, mas ponderou que a mudança pode produzir efeitos sobre pequenos negócios.
Caiado defendeu a apresentação, pelo governo, de uma alternativa específica para pequenos e microempresários. Segundo ele, esse segmento está entre os maiores empregadores e afirma não ter condições de suportar a alteração na jornada.
O candidato estava acompanhado de Mara Gabrilli (PSD), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O percurso feito por Caiado teve aproximadamente 400 metros, entre o Conjunto Nacional e a Rua Peixoto Gomide. A concentração dos manifestantes ocorreu na região em frente ao Masp.
Durante o trajeto, Lucas Pavanatto (PL-SP), candidato a deputado federal, dirigiu hostilidades contra Mara Gabrilli. O vereador também comandou gritos de apoio a Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e candidato ao Senado por São Paulo.
Romeu Zema (NOVO) esteve em Esteio (RS) para participar da Expointer. Na feira, defendeu a ampliação do Seguro Agrícola e afirmou que o agronegócio é atualmente a atividade econômica que mais cresce no país.
Zema declarou que, se chegar à Presidência, pretende ampliar o alcance do Seguro Agrícola. Na avaliação apresentada por ele, a ferramenta é fundamental e está disponível para produtores rurais de países desenvolvidos.
O candidato destacou ainda os impactos das condições climáticas extremas registradas no Rio Grande do Sul sobre as colheitas. Segundo Zema, agricultores que dedicaram toda a vida à atividade podem terminar com dívidas e até correr o risco de perder suas propriedades. Por isso, defendeu maior segurança oferecida pelo Estado brasileiro aos produtores rurais.
Zema também criticou a atual administração do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Ele acusou a pasta de financiar invasões de terras e classificou essa prática como inadmissível.
Caso seja eleito, prometeu apoiar o setor agropecuário, comparando a atuação que pretende ter na Presidência com as medidas adotadas durante seu período como governador.
Samara Martins (UP) cumpriu agenda em João Pessoa (PB). Inicialmente, encontrou apoiadores na sede do partido, no bairro do Róger. Em seguida, participou de uma carreata pela Avenida Cruz das Armas.
Em entrevista à TV Cabo Branco, tratou de direitos trabalhistas e da discussão sobre o fim da escala 6×1. Ao abordar o tema, mencionou o Sindicato de Trabalhadores da Limpeza Urbana da Paraíba (Sindlimp-PB).
Samara defendeu a redução da jornada e afirmou que o sindicato teria conseguido, por meio de mobilização, greve e organização, eliminar a escala 6×1 e estabelecer a jornada 5×2, acompanhada de aumento salarial.
Entre suas propostas de campanha, apresentou a defesa de um aumento de 100% no salário mínimo. Também propôs que políticos sejam obrigados a utilizar os serviços públicos de saúde e educação. O argumento apresentado é que, por legislarem sobre essas áreas, os próprios políticos também deveriam recorrer a esses serviços.
Os candidatos que não apareceram na atualização deste domingo permanecem com as informações anteriormente registradas: Renan Santos (Missão) não teve agenda pública neste domingo; Clariana Barão (DC) não teve compromissos comunicados pela campanha; a equipe de Edmilson Costa (PCB) não conseguiu contato com o candidato nem com sua equipe, e não havia compromisso informado; Augusto Cury (Avante) não teve compromissos informados pela campanha e, até as 20h, não havia publicação de agenda; Hertz Dias (PSTU) não teve agenda pública; Rui Costa Pimenta (PCO) não teve compromissos comunicados pela campanha; e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) também não teve agenda informada pela campanha.
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