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Gilmar, Dino e Zanin se alinham por análise conjunta de casos de Moraes e Mendonça no STF
Publicado 16/09/2026 • 22:33 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/09/2026 • 22:33 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Uma divisão entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou contornos mais claros durante o julgamento sobre o caso Banco Master. Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que a análise dos elementos relacionados a Moraes seja feita em conjunto com questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das investigações. Flávio Dino sugeriu a reunião dos processos e pediu vista antes de o julgamento ser concluído.
Do outro lado, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Mendonça votaram para manter as duas frentes separadas. Na avaliação desse grupo, a discussão sobre os elementos relacionados a Moraes não deve depender previamente da análise da atuação de Mendonça.
A divergência impediu que o plenário chegasse ao mérito do relatório produzido pela Polícia Federal (PF) a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O material aponta supostos diálogos relacionados a Moraes, que nega ter mantido as conversas atribuídas a ele.
Leia também: Crise no STF: pedido de vistas de Dino abre indefinição sobre processo envolvendo Mendonça
A sessão de terça-feira (15) foi dominada por uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes a partir de sugestão de Dino.
A proposta prevê que o processo envolvendo Moraes seja reunido a outro procedimento que trata de possíveis irregularidades na condução do caso Master por Mendonça. Gilmar também propôs o sorteio de um novo relator e a identificação de magistrados mencionados nas investigações que apresentem indícios de recebimento indevido de valores.
O debate consumiu a sessão e o plenário não chegou a decidir se os elementos reunidos pela PF justificam a abertura de uma investigação envolvendo Moraes.
Quando Dino pediu vista, o placar oficial estava em 4 a 3 pela análise separada dos processos. O voto do ministro ainda não havia sido formalmente computado.
O julgamento ocorreu em meio à divulgação de novas mensagens extraídas do celular de Vorcaro que também mencionam pessoas próximas a outros integrantes do Supremo.
No caso de Kassio Nunes Marques, reportagens apontaram referências a pagamentos ao advogado Kevin Marques, filho do ministro. Nunes Marques negou ter recebido valores do Master ou ter julgado processos de interesse do banco e declarou-se impedido de participar do julgamento.
Mensagens também mostram contatos entre Vorcaro e Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux. Segundo a defesa de Rodrigo, não houve transação financeira com o ex-banqueiro. Fux afirmou durante a sessão nunca ter tido relação com Vorcaro.
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Siga o Times | CNBCNa semana anterior ao julgamento, Gilmar Mendes enviou mensagens a Nunes Marques e Luiz Fux cobrando que os colegas avaliassem impedimento em processos relacionados ao Master diante das referências a seus filhos no material apreendido pela PF.
Em uma das conversas com Nunes Marques, Gilmar escreveu: “Assumam q estão ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”. Em seguida, acrescentou: “Não julguem porra”.
Nunes Marques pediu respeito e bloqueou o colega no aplicativo de mensagens. Posteriormente, declarou-se impedido de participar do julgamento do caso Moraes.
Gilmar também questionou Fux depois de o ministro votar em discussão relacionada à liminar de Mendonça que afastou Andrei Rodrigues da direção da PF. Fux encerrou a troca de mensagens dizendo: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”.
Leia também: Ministros do STF voltam ao plenário após bate-boca em sessão sobre Moraes e Vorcaro
As divergências se tornaram públicas durante a sessão. Gilmar acusou Mendonça de conduzir o caso com motivação político-eleitoral e fez críticas duras à atuação do colega. Mendonça reagiu e exigiu respeito. O confronto entre os dois antecedeu o pedido de vista de Dino.
Em outro momento, Dino mencionou informações do material de Vorcaro relacionadas a outros integrantes da Corte. Fux reagiu:
“Mensagem comigo não tem. Nunca vi esse cidadão na minha vida. Só se o vossa excelência está se baseando nesses inquéritos que surgem de nada.”
Dino respondeu: “Vossa excelência terá que esclarecer isso num momento próprio”.
O pedido de vista interrompeu a análise sem que o STF definisse se os processos serão reunidos e sem uma decisão sobre eventual investigação de Moraes.
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