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Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em meio a tratativas de delação sobre caso Master
Publicado 19/05/2026 • 18:15 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/05/2026 • 18:15 | Atualizado há 5 meses
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Rafael Lavenère/BRB
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, comandava o banco no período em que operações com o Banco Master continuaram mesmo após alertas internos sobre riscos e falhas de controle.
O advogado Eugênio Aragão, subprocurador-geral da República aposentado, deixou nesta terça-feira (19) a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que negocia uma eventual delação premiada.
A saída ocorreu por divergências procedimentais com Davi Tangerino, outro advogado que atua na defesa de Paulo Henrique. Com a decisão de Aragão, as negociações sobre uma possível colaboração devem ficar sob responsabilidade de Tangerino.
O movimento acontece no momento em que os anexos da eventual delação de Paulo Henrique estão sendo elaborados. Ele foi transferido para uma cela na unidade da Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, para trabalhar nesse material.
Por ter trajetória no Ministério Público Federal, Aragão havia iniciado conversas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um possível acordo de colaboração de Paulo Henrique.
Até agora, porém, ainda não foi assinado o termo de confidencialidade, documento que marca formalmente o início do processo de colaboração premiada.
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Siga o Times | CNBCPaulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril sob suspeita de ter negociado propina em imóveis para favorecer interesses do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro dentro do BRB.
Leia também: Galípolo enfrenta Senado sob pressão por crise do Master e operação do BRB
Em nota na qual comunicou a saída do caso, Aragão afirmou que “eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.
“Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”, diz a nota.
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