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Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB em meio a tratativas de delação sobre caso Master 

Publicado 19/05/2026 • 18:15 | Atualizado há 10 minutos

KEY POINTS

  • A saída ocorreu por divergências procedimentais com Davi Tangerino, outro advogado que atua na defesa de Paulo Henrique.
  • Conversas com a Procuradoria-Geral da República ainda não chegaram à assinatura do termo de confidencialidade.
  • Ex-presidente do BRB foi preso em abril sob suspeita de negociar propina em imóveis para favorecer interesses do Banco Master. Paulo Henrique Costa foi transferido para uma cela na Papudinha para trabalhar no material da eventual colaboração.
Ex-presidente do BRB é preso por propina na operação com Banco Master

Rafael Lavenère/BRB

Ex-presidente do BRB foi preso por propina na operação com Banco Master

O advogado Eugênio Aragão, subprocurador-geral da República aposentado, deixou nesta terça-feira (19) a defesa do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, que negocia uma eventual delação premiada. 

A saída ocorreu por divergências procedimentais com Davi Tangerino, outro advogado que atua na defesa de Paulo Henrique. Com a decisão de Aragão, as negociações sobre uma possível colaboração devem ficar sob responsabilidade de Tangerino.

O movimento acontece no momento em que os anexos da eventual delação de Paulo Henrique estão sendo elaborados. Ele foi transferido para uma cela na unidade da Papudinha, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, para trabalhar nesse material.

Tratativas ainda não foram formalizadas

Por ter trajetória no Ministério Público Federal, Aragão havia iniciado conversas com a Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um possível acordo de colaboração de Paulo Henrique.

Até agora, porém, ainda não foi assinado o termo de confidencialidade, documento que marca formalmente o início do processo de colaboração premiada.

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril sob suspeita de ter negociado propina em imóveis para favorecer interesses do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro dentro do BRB.

Leia também: Galípolo enfrenta Senado sob pressão por crise do Master e operação do BRB

Aragão cita necessidade de provas consistentes

Em nota na qual comunicou a saída do caso, Aragão afirmou que “eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas”.

“Com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, Eugênio Aragão somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade”, diz a nota.

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