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Indústria naval supera recorde de empregos e chega a 86 mil trabalhadores
Publicado 18/08/2026 • 23:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 18/08/2026 • 23:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A indústria brasileira de construção e reparação naval alcançou 86 mil trabalhadores empregados em julho, superando o nível registrado em 2014, antes da última crise enfrentada pelo setor. Naquele ano, os estaleiros respondiam por 82,4 mil postos de trabalho.
Os números foram apresentados nesta terça-feira (18) por Ariovaldo Rocha, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), durante a Navalshore, feira da indústria marítima realizada no Rio de Janeiro.
Além da retomada do emprego, o setor encontra oportunidades em atividades que vão além da construção de novas embarcações. Reparos, modernizações e conversões de navios estão entre as frentes que sustentam as perspectivas da indústria.
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“O setor de reparo naval continua a ter boas perspectivas no Brasil, também com muitas obras de modernização e conversão de embarcações”, afirmou Rocha.
O crescimento, entretanto, apresenta diferenças regionais. O Norte aparece entre as áreas que mais avançaram, impulsionado por novas obras e iniciativas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico.
No Nordeste, a evolução foi mais moderada. Já o Sudeste continua concentrando uma parcela significativa dos projetos em andamento, preservando sua importância para a indústria naval brasileira.
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Siga o Times | CNBCOutra atividade que começa a ganhar espaço é o tratamento de embarcações e estruturas offshore que chegaram ao fim de sua vida útil, incluindo operações de desmantelamento e reciclagem.
Segundo Rocha, o FPSO P3-32 já foi reciclado, enquanto começa agora o desmantelamento do FPSO P-35, em Rio Grande (RS).
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“Com a entrada em vigor, em julho do ano passado, da Convenção de Hong Kong para a reciclagem segura, nossa expectativa, inclusive, é muito positiva”, afirmou o presidente do Sinaval.
Para o sindicato, a manutenção da recuperação dependerá da continuidade dos projetos que movimentam os estaleiros e também das políticas voltadas ao desenvolvimento da cadeia nacional de fornecedores.
“Para assegurar este progresso nas atividades dos estaleiros e na cadeia de fornecedores de bens e serviços nacionais, será necessária a continuidade das obras e das políticas de Estado que estão sendo implementadas no Brasil, quaisquer que sejam os dirigentes”, afirmou Rocha.
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