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Climate Week 2026: Licenciamento ambiental é maior gargalo para novos projetos elétricos, diz diretor da Itaipu Binacional, André Pepitone
Publicado 04/08/2026 • 22:55 | Atualizado há 7 dias
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Publicado 04/08/2026 • 22:55 | Atualizado há 7 dias
KEY POINTS
O licenciamento ambiental é hoje o principal gargalo para acelerar novos investimentos no setor elétrico brasileiro, afirmou André Pepitone, diretor financeiro executivo da Itaipu Binacional.
Durante o Climate Week 2026 – Brasil 2030, promovido pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Pepitone disse que o país precisa reduzir o tempo necessário para transformar projetos de energia em capacidade efetivamente disponível no sistema.
“Hoje, se a gente olhar a intenção de fazer uma obra no setor elétrico e o dia em que essa energia entra na rede, a gente está demorando entre 48 e 72 meses. Em economias mais evoluídas, isso demora entre 30 e 42 meses”, afirmou.
Segundo o executivo, o país precisa avançar principalmente na execução dos projetos.
“A gente tem que avançar e vencer essa agenda de execução. E por aí trilha o licenciamento ambiental, que hoje é o maior gargalo”, disse.
Pepitone defendeu uma maior coordenação entre União, estados e municípios, além da definição de prazos para os processos ambientais.
“A gente precisa de uma coordenação federativa entre município, estado e União e ter prazos para o licenciamento ambiental para destravar essa agenda”, afirmou.
Leia também: Climate Week 2026: Infraestrutura exige previsibilidade dos investimentos e do Judiciário, diz advogada Lenisa Prado
Além do licenciamento, o diretor de Itaipu apontou a judicialização como outro fator que pode prolongar a implementação de projetos.
“Muitos temas do setor são judicializados e isso acaba estendendo um pouco o prazo para a solução dos desafios”, afirmou.
Na avaliação de Pepitone, reduzir esses entraves sem comprometer a estabilidade das regras pode ampliar a capacidade do Brasil de atrair capital.
“Avançando nisso e mantendo uma característica, um valor que o setor elétrico brasileiro tem, que é a solidez regulatória, isso vai dar uma outra vertente para atrair investimento para o país”, disse.
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Siga o Times | CNBCPepitone destacou que o setor elétrico brasileiro passou por uma forte transformação desde a crise de abastecimento de 2001, quando a matriz era muito mais dependente das hidrelétricas.
Segundo ele, a capacidade instalada do país passou de cerca de 80 mil MW para mais de 260 mil MW, com forte diversificação das fontes de geração.
Em 2026, afirmou, aproximadamente 40% da potência instalada brasileira é proveniente de fontes eólica e solar, considerando também a geração solar distribuída.
“Isso é bom, mas traz um desafio, porque essas fontes não oferecem potência para o sistema. Elas não oferecem nem a estabilidade de tensão nem a de frequência”, afirmou.
Para o executivo, essa nova configuração aumenta a importância de fontes capazes de oferecer maior flexibilidade ao sistema elétrico.
“A gente tem que entender essa nova característica de conformação do setor elétrico brasileiro e oferecer soluções. E as soluções vêm por meio das usinas hidrelétricas e também por meio do armazenamento por baterias”, disse.
Pepitone citou a própria Itaipu como exemplo da contribuição das grandes hidrelétricas para um sistema com participação crescente de fontes renováveis intermitentes.
A usina possui 20 unidades geradoras de 700 MW cada, totalizando 14 mil MW de potência instalada.
“As hidrelétricas existentes hoje, como é o caso de Itaipu, oferecem essa segurança para o sistema. Ela oferece flexibilidade para atender a necessidade do setor e, mais do que isso, oferece a potência que hoje o sistema tanto precisa para andar associado ao avanço da solar e da eólica”, afirmou.
Na avaliação do diretor, o Brasil já dispõe de potencial energético reconhecido. O próximo desafio é acelerar a execução dos projetos e criar condições para que os investimentos cheguem mais rapidamente à rede.
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