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Brasil repudia mudança no visto de embaixadora e acusa EUA de escalada nas tensões
Publicado 04/08/2026 • 21:33 | Atualizado há 6 dias
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Publicado 04/08/2026 • 21:33 | Atualizado há 6 dias
KEY POINTS
O governo brasileiro reagiu nesta terça-feira (4) à decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada, contestou os argumentos apresentados pelo governo americano e afirmou que a iniciativa faz parte de uma escalada de ações hostis contra o Brasil.
Segundo o comunicado, as duas justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para a decisão são “falsas”. O governo brasileiro sustenta que o processo de concessão do agrément – a autorização necessária para a indicação de embaixadores – é confidencial e só deve ser divulgado após a anuência do país que receberá o diplomata, conforme prevê a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.
A nota afirma ainda que o próprio governo americano tornou público o nome de seu indicado antes mesmo de apresentar formalmente o pedido de agrément ao Brasil. Também ressalta que a Convenção de Viena não estabelece prazo para a análise desse tipo de solicitação e que o pedido dos Estados Unidos continua em avaliação pelo governo brasileiro.
O governo também rebateu a alegação envolvendo a negativa de vistos a dois funcionários do governo americano.
Segundo a nota, ambos pretendiam viajar ao Brasil para questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro, o que foi classificado como uma tentativa inaceitável de interferência no processo político nacional.
O texto lembra ainda que continuam em vigor sanções impostas pelos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, incluindo o cancelamento de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do primeiro escalão do Poder Executivo. Segundo o governo, essas medidas foram adotadas com base em alegações consideradas infundadas de perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia também: Governo Trump revoga visto de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos
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Siga o Times | CNBCNa nota, o governo afirma que buscou solucionar as divergências entre os dois países por meio do diálogo.
O comunicado cita que, durante visita a Washington em maio deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu diretamente ao presidente Donald Trump a revogação das sanções individuais impostas a autoridades brasileiras.
Para o Planalto, a decisão anunciada nesta terça-feira não representa um episódio isolado, mas integra uma sequência de medidas hostis motivadas por razões ideológicas e incompatíveis com a tradição de respeito mútuo que historicamente marcou as relações bilaterais. A nota também afirma haver uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.
Ao encerrar o comunicado, o governo brasileiro reafirma sua posição em favor da solução negociada para os conflitos diplomáticos.
Segundo a nota, o Brasil seguirá defendendo o diálogo e a negociação como princípios de sua política externa e rejeita uma lógica de confrontação nas relações internacionais.
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