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Alta do diesel pode puxar preços no Brasil; entenda o efeito no seu bolso
Publicado 27/03/2026 • 11:24 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 27/03/2026 • 11:24 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Freepik.
Alta do diesel pode puxar preços no Brasil; entenda o efeito no seu bolso
A guerra entre Estados Unidos, Irã e Israel começou no dia 28 de fevereiro e o dia de seu fim ainda parece incerto. Enquanto isso, o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 30% de todo o petróleo mundial, segue quase totalmente paralisado e o preço do diesel começa a oscilar diante desse cenário.
De acordo com o levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do óleo diesel variou de R$ 5,79 a R$ 8,99 entre 15/03/2026 e 21/03/2026. Já o óleo diesel s-10, foi vendido entre R$ 5,69 e R$ 9,29 durante esse mesmo período.
Leia também: Alta do petróleo acende alerta no Brasil; veja os possíveis impactos
Junto a isso, a análise do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) mostra que houve oscilação de quase 30% entre 1 e 23 de março de 2026. Nesse contexto, o relatório mais recente do instituto reforça que a isenção de PIS e Cofins – com base no Decreto nº 12.875/2026 – sobre o combustível não aliviou a pressão inflacionária.
Na verdade, o aumento líquido do diesel foi de R$ 1,07 por litro – isto é, na compra de diesel por atacado. Especificamente no caso do diesel s-10 a alta acumulada é de 19,71%. Logo, a consequência desse cenário é de repasses que atingem os setores de logística, agronegócio e indústria.
Segundo o IBPT, especificamente no agro e na indústria na região Centro-Oeste, o impacto é uma alta de 30,79%. No Nordeste, o diesel S500 aumentou em 32,65%.
Na prática, isso significa que o preço dos produtos encarece já em sua origem. No caso de empresas logísticas, o consumidor sentirá com o aumento do preço dos fretes. Ou seja, diversos produtos podem ficar mais caros, mas o impacto principal pode ser no preço dos alimentos.
Assim como noticiado anteriormente, o impacto pode não ser tão forte, caso a guerra se encerrasse ainda esse mês. Entretanto, existe a possibilidade de o conflito armado no Irã se estender.
“Se o petróleo permanecer em patamares elevados, existe sim risco de aumento relevante nos preços dos alimentos no Brasil. […] O aumento do petróleo pressiona praticamente toda a cadeia, desde o transporte até a energia usada na produção agrícola, o que acaba dificultando segurar preços”, reforçou Alex André, Head de Acesso Corporativo da MZ Group.
Nesse contexto, há ainda a preocupação com o fertilizante industrial, que tem derivados do petróleo em sua composição. De acordo com André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica Consultoria, exemplos disso são os fertilizantes nitrogenados e fosfatados.
Entre os nitrogenados, o Brasil exporta e utiliza frequentemente na agricultura o subtipo ureia. Logo, “se houver agravamento das tensões, o mercado de fertilizantes pode sentir isso no curto prazo. Pode haver uma volatilidade acima da média, mas ao mesmo tempo o mercado tende a se ajustar aos preços ao longo do tempo”, alertou o Head de Acesso Corporativo do MZ Group.
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No entanto, talvez ainda não seja hora de se desesperar. Antes do conflito armado entre Irã, EUA e Israel começar, o mercado brasileiro aguardava a queda da taxa básica de juros, que esteve em 15% por cinco reuniões seguidas do Copom.
Dado o início do conflito armado no Irã, o Copom optou por reduzir a taxa Selic para 14,75%, conforme anúncio na quinta-feira (18). Na ocasião, a entidade explicou que a decisão é compatível com os objetivos de controlar a inflação e de atingir a meta dela a longo prazo.
Além disso, afirmaram em nota que, no futuro, a taxa Selic deve ser recalibrada conforme a descoberta da profundidade e extensão dos conflitos no Oriente Médio, bem como as consequências diretas e indiretas da guerra ao longo do tempo.
No entanto, a revisão da projeção da inflação sofreu ajuste mínimo: de 3,1% para 3,2%. Logo, entende-se que, mesmo diante da guerra, o Brasil pode não sentir tanto assim os efeitos.
Anteriormente, André Galhardo explicou que “é importante ter um pouco de serenidade quando a gente fala de inflação”, seguindo a mesma postura que os membros do Copom sugeriram em nota.
Em entrevista, ele explicou que, embora a inflação possa aumentar, a projeção é de 4,25%. Ou seja, ainda estaria em um patamar considerado moderado para o Brasil, segundo o economista-chefe da Análise Econômica Consultoria.
“Nós estamos no meio de um processo de desinflação. Então, mesmo em meio ao aumento direto dos preços do petróleo e todos os possíveis impactos indiretos, a alta do petróleo ainda concorre com esse processo de desinflação. Por isso, é importante ter serenidade e mapear aos poucos qual o impacto disso no bolso, por conta da volatilidade”, concluiu Galhardo.
Leia também: Por que a crise do petróleo causada pela guerra com o Irã pode durar mais do que o esperado
Ademais, vale lembrar que ainda não há confirmação de que a guerra no Irã será, de fato, prorrogada. Enquanto isso, para lidar com os preços do diesel, o IBPT sugere que empresários não levem o aumento apenas como custo variável de logística, mas como indicativo de eficiência tributária e inteligência de negócios para blindar a operação em momentos de volatilidade.
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