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Juros futuros avançam na curva com pressão externa e incertezas sobre Trump
Publicado 27/03/2026 • 12:47 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/03/2026 • 12:47 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As taxas de juros no mercado futuro operam em alta ao longo de toda a curva na manhã desta sexta-feira (27), com maior intensidade nos prazos curtos e intermediários, mais sensíveis às expectativas de política monetária.
O movimento ocorre em meio a um ambiente externo adverso, marcado pela guerra no Oriente Médio, com alta superior a 2% no petróleo, além do fortalecimento do dólar e da elevação dos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, a moeda americana próxima da estabilidade ajuda a limitar a pressão sobre as taxas, mas o cenário internacional prevalece.
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Segundo José Raymundo Faria Junior, diretor da Wagner Investimentos, o mercado demonstra perda de confiança em Donald Trump, que tem apresentado sinalizações contraditórias sobre negociações. “A cada momento anuncia um prazo diferente para um acordo, enquanto o Irã nega negociações e Israel amplia os ataques”, afirmou. Diante disso e da proximidade do fim de semana, o investidor tende a adotar postura mais cautelosa.
Para Eduardo Velho, economista-chefe da Equador Investimentos, as idas e vindas nas declarações de Trump reforçam a percepção de que o fim do conflito está mais distante, o que aumenta a incerteza global. Nesse contexto, o mercado segue sem clareza e mantém viés defensivo.
O economista também destaca que o ambiente permanece negativo, com juros dos Treasuries em alta e indicadores de inflação acima do esperado, como o IPCA-15 e o IPC-S, este último com forte aceleração. “Todos esses fatores reforçam o comportamento de alta dos juros”, disse.
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Apesar disso, tanto Velho quanto Faria Junior ainda projetam um corte de 0,25 ponto porcentual na Selic na próxima reunião, embora com abordagem gradualista por parte do Banco Central. “Se não houver corte, também não estaria errado”, afirmou Velho.
Às 11h05, o DI com vencimento em janeiro de 2027 marcava 14,370%, acima dos 14,327% do ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2028 subia para 14,16%, frente a 14,11%, enquanto o DI de janeiro de 2031 estava em 14,13%, ante 14,15% na sessão anterior.
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