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‘Brasil será essencial no BRICS em um mundo mais protecionista’, diz economista da MB Associados
Publicado 17/04/2025 • 13:02 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 17/04/2025 • 13:02 | Atualizado há 1 ano
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O Ministério da Agricultura e Pecuária realizou nesta quinta-feira (17), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, um encontro com autoridades e especialistas internacionais para discutir estratégias de enfrentamento aos desafios da segurança alimentar global. A reunião reuniu representantes dos países do BRICS e aliados estratégicos, em um momento de crescentes tensões geopolíticas e mudanças no comércio global.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o economista Sergio Vale, da MB Associados, avaliou o posicionamento do Brasil nesse cenário internacional e a importância crescente do país nas discussões sobre segurança alimentar e integração econômica no grupo dos BRICS.
Segundo ele, o Brasil tem se consolidado, nos últimos anos, como um dos principais fornecedores globais de alimentos, especialmente para países com maior vulnerabilidade alimentar.
“O cenário que temos agora, e que vem se desenhando nos últimos dez anos, é o de uma aproximação cada vez maior com a China e outros mercados fora dos Estados Unidos. A exportação de soja, carnes e milho já acontece com intensidade há mais de 20 anos, e isso se acelerou especialmente a partir do governo Trump”, destacou Vale.
O economista aponta que, nesse contexto de mundo mais protecionista, o papel do Brasil se torna ainda mais estratégico.
“O Brasil é o único grande produtor e exportador de alimentos dentro dos BRICS. Vamos ter uma voz ativa nesse tipo de discussão, especialmente no apoio a países mais pobres que enfrentam insegurança alimentar. E com os EUA cada vez mais distantes do papel de garantidor da ordem internacional, o Brasil deve assumir uma postura mais relevante”, afirmou.
Além da questão alimentar, Vale chamou a atenção para a expansão do escopo de atuação dos BRICS em outras áreas, como a criação de uma moeda digital própria.
“A gente vai ver aumentar o escopo dos BRICS. A moeda digital, por exemplo, será um tema central. Tudo que está acontecendo na economia americana abre uma porta para alternativas ao dólar, e o Brasil tem chance de protagonizar também nesse debate”, avaliou.
Ele também comentou a mudança no perfil comercial do Brasil, com uma tendência de crescimento das trocas com a China, inclusive com produtos industrializados.
“O Brasil não tem para onde fugir. Saímos de uma esfera industrial americana pesada, mas não significa abandonar os EUA como parceiro. O fluxo comercial com a China vai crescer com profundidade, vamos exportar e importar mais. Há espaço para isso acontecer sem grandes preocupações”, concluiu.
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