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Tarifaço: “Se eles não nos procurarem, nós vamos”, diz Márcio Elias Rosa sobre negociação com os EUA
Publicado 30/07/2026 • 12:38 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 12:38 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já admite tomar a iniciativa de procurar os Estados Unidos para retomar as negociações sobre as tarifas impostas às exportações brasileiras, caso Washington não faça um novo contato.
A sinalização foi feita pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, um dos principais interlocutores do governo nas tratativas com os norte-americanos. Em resposta ao Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, durante evento da ApexBrasil, em Brasília, nesta quinta-feira (30/07), o ministro afirmou: “Se eles não nos procurarem, nós vamos”.
Segundo Márcio Elias Rosa, a última reunião de alto nível entre representantes do governo brasileiro e do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), realizada em 14 de julho, terminou com o compromisso de que as conversas seriam retomadas em agosto. O encontro ocorreu na véspera do primeiro anúncio das tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
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Siga o Times | CNBC“Ainda estamos em uma fase de transição. Então, isso deve ficar para agosto”, afirmou o ministro.
Ele disse que o interesse do governo brasileiro é manter o diálogo com os Estados Unidos, apesar do impasse comercial. “Às vezes precisamos procurar o outro lado, a despeito de todas as questões”, declarou.
Paralelamente às negociações, o Brasil acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras.
O pedido de consultas apresentado à OMC questiona duas medidas adotadas pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A primeira estabelece tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de supostas práticas comerciais desleais adotadas pelo Brasil contra empresas americanas. A segunda, de 12,5%, foi aplicada após o governo americano concluir que 60 ecomomias, entre elas o Brasil, falharam no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.
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