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C&A tem alta de 145% no lucro do trimestre, impulsionada por créditos fiscais

Publicado 04/11/2026 • 21:38 | Atualizado há 4 minutos

KEY POINTS

  • A margem bruta de vestuário chegou a 56%, com avanço de 0,6 ponto porcentual e 21 trimestres consecutivos de expansão.
  • O canal digital ampliou sua participação para 8% das vendas de mercadorias, após crescimento de 27,6%.
  • Com Capex de R$ 183,9 milhões, a empresa acelerou reformas de lojas e investimentos na estrutura logística.
Fachada da C&A.

Divulgação/C&A

Fachada da C&A

A C&A registrou lucro líquido de R$ 170,3 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 145,1% em relação aos R$ 69,5 milhões apurados no mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado pelo reconhecimento de créditos fiscais de PIS e Cofins decorrentes de avaliações jurídicas sobre insumos essenciais. Sem esse efeito, o lucro líquido ajustado pós-IFRS 16 recuou 23,3%, para R$ 56,5 milhões, ante R$ 73,6 milhões um ano antes.

A receita líquida consolidada avançou 2,3% na comparação anual, totalizando R$ 1,88 bilhão. O resultado foi puxado principalmente pelo segmento de vestuário, cuja receita líquida somou R$ 1,69 bilhão, crescimento de 2,6%.

O desempenho ocorreu em um ambiente de juros elevados, endividamento das famílias e fatores transitórios de fluxo associados à Copa do Mundo na primeira metade do trimestre.

A partir de setembro, a melhora gradual do fluxo de clientes, a chegada da nova coleção de verão e a disciplina na gestão de estoques contribuíram para a expansão da margem bruta de vestuário. O indicador alcançou 56%, avanço de 0,6 ponto porcentual, marcando a 21ª alta trimestral consecutiva.

A evolução foi apoiada pela precificação dinâmica e pelos primeiros benefícios da nova estratégia logística da companhia.

Canal digital e investimentos

As vendas pelo canal digital, que reúne site e aplicativo, cresceram 27,6% no trimestre e passaram a representar 8% das vendas de mercadorias. O desempenho foi impulsionado por melhorias na jornada de compra de dois cliques e iniciativas de social commerce.

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Por outro lado, o Ebitda ajustado pós-IFRS 16 recuou para R$ 317,6 milhões, com margem de 16,9%. O resultado refletiu investimentos não recorrentes em marketing concentrados nas comemorações dos 50 anos da marca no Brasil e na participação no festival Rock in Rio.

O tíquete médio consolidado encerrou o período em R$ 193,10, refletindo a dinâmica de preços e o comportamento de consumo das famílias.

O investimento total, medido pelo Capex, alcançou R$ 183,9 milhões, alta de 26,2% na comparação anual. A expansão foi motivada pela aceleração dos aportes em reformas de lojas, ampliação do parque de unidades e operacionalização do novo Centro de Distribuição no Nordeste.

Endividamento e indicadores financeiros

A dívida líquida da C&A chegou a R$ 200,5 milhões, aumento de 119,2% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado financeiro permaneceu negativo, em R$ 56,9 milhões, mas apresentou melhora de 21,5% na comparação anual.

A companhia encerrou setembro com alavancagem de 0,2 vez na relação entre dívida líquida e Ebitda, ante 0,1 vez no mesmo período do ano anterior.

O retorno sobre o capital investido (ROIC) ajustado ficou em 18% nos últimos 12 meses.

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