Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Carlo Pereira: Acordo Mercosul-UE avança sob tensão global mas enfrenta entraves regulatórios e de implementação
Publicado 15/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas
Spirit Airlines pode entrar em liquidação nesta semana, segundo fontes
Diretor de veículos elétricos deixa Ford em meio à reestruturação
Presidente da FIFA afirma que seleção iraniana “com certeza” estará na Copa
Morgan Stanley supera estimativas com receita de trading US$ 1 bilhão acima do esperado
Ações da Snap saltam 11% após plano de cortar 16% da força de trabalho com foco em eficiência via IA
Publicado 15/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Carlo Pereira, especialista em Sustentabilidade
Reprodução/LinkedIn/Carlo Pereira
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia deve entrar em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio, em um contexto global marcado pela reorganização das cadeias de suprimento e pelo aumento das tensões geopolíticas. Segundo Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade e notável do Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, embora o momento seja oportuno, o Brasil ainda precisa avançar na implementação para evitar que o tratado perca efetividade na prática.
Ele explica que o cenário internacional atual foi determinante para destravar negociações que se arrastavam há mais de duas décadas. Conflitos recentes, disputas tarifárias e a busca por segurança energética e alimentar pressionaram países e blocos a firmarem novos acordos comerciais.
“Há um rearranjo geopolítico em curso, impulsionado por conflitos, e todos querem garantir suas cadeias produtivas, seja em segurança alimentar, energética ou no acesso a minerais estratégicos”, afirmou.
Nesse ambiente, a União Europeia aparece como um ator central, ao mesmo tempo em que amplia sua dependência de importações estratégicas. O bloco necessita de biocombustíveis e proteína animal para cumprir metas climáticas e garantir o abastecimento interno, mas mantém barreiras regulatórias que dificultam a entrada desses produtos.
Para Pereira, há uma contradição na política europeia. De um lado, o bloco busca liderar a agenda regulatória global, com exigências ambientais rigorosas. De outro, enfrenta pressões internas por competitividade e redução de custos, especialmente entre produtores locais. Esse movimento tem gerado resistência a importações, mesmo em setores nos quais a Europa apresenta déficit.
“A população questiona políticas ambientais quando percebe perda de competitividade. A juventude europeia cobra melhores empregos e maior eficiência econômica. Isso afeta diretamente as decisões políticas”, diz o comentarista.
Um dos principais pontos de tensão envolve a legislação ambiental. A política europeia de desmatamento zero entra em conflito com o modelo brasileiro, que permite o uso parcial de propriedades dentro de limites legais, considerados entre os mais rigorosos do mundo. A divergência pode dificultar a operacionalização do acordo.
“No caso da proteína animal, a Europa precisa do Brasil, especialmente porque sua própria produção caiu. Ainda assim, cerca de 2% da população, formada por produtores agrícolas, exerce forte pressão política. Há também um componente cultural e de orgulho em relação à produção local, como vinhos, queijos e carnes”, explica.
No campo energético, o desafio também é relevante, segundo Pereira. Após reduzir a dependência de fontes russas, a Europa ampliou a exposição ao Oriente Médio, o que reforça a necessidade de diversificação. Nesse contexto, os biocombustíveis brasileiros ganham importância, mas ainda enfrentam barreiras regulatórias.
Apesar do avanço institucional, Pereira avalia que o Brasil precisa fortalecer sua atuação internacional para garantir resultados concretos. Segundo ele, a criação de grupos de trabalho no governo e no setor privado é um passo inicial, mas insuficiente.
O especialista defende maior presença direta em centros de decisão:
“Corremos o risco de produzir bons relatórios sem implementação. O Brasil precisa retomar uma atuação mais forte, direta e presencial nos centros de poder, não apenas em Bruxelas. Hoje, a representação brasileira, tanto do governo quanto do setor privado, é insuficiente. Sem presença efetiva, o país corre o risco de celebrar o acordo e fracassar na execução”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
BTG vendeu R$ 6,7 bi em CDBs do Master, sumiu no escândalo e agora caso está na Justiça
2
Naming rights do Allianz Parque darão ao Nubank mídia paga por concorrentes
3
O Boticário supera Natura em perfumaria, maquiagem e skincare; GMV soma R$ 38 bi em 2025; veja os dados
4
Raízen intensifica negociações com credores após reuniões em NY e discute mudanças na gestão
5
Sam Altman, por quem mais o conhece: “brilhante, mentiroso e não confiável”; quem vai frear o homem mais poderoso da IA?