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Caso Deolane: apreensão de recados do PCC desencadeou apuração policial
Publicado 21/05/2026 • 13:15 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 21/05/2026 • 13:15 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Instagram
Investigação aponta Deolane como “caixa do crime organizado” e deve gerar novos desdobramentos, dizem autoridades.
A investigação que resultou na prisão da influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) começou em 2019, após autoridades apreenderem bilhetes e manuscritos trocados entre lideranças da facção criminosa na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O avanço das apurações, aliado à análise de aparelhos celulares, sigilos bancários e fiscais, levou à identificação de movimentações financeiras consideradas suspeitas.
“Com os afastamentos dos sigilos bancário e fiscal, verificamos que ela mantinha relacionamento com outras vertentes do crime organizado”, afirmou um dos investigadores durante coletiva de imprensa.
Leia também: Além de Deolane, quem são os outros alvos da operação contra lavagem de dinheiro do PCC
As autoridades responsáveis pela operação afirmaram que as investigações identificaram indícios de que Deolane atuava como uma espécie de “caixa do crime organizado”, movimentando recursos financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as autoridades, ao longo das investigações foi identificado um aumento expressivo do patrimônio e do faturamento da influenciadora, especialmente a partir de 2022.
“Nós entendemos, em conjunto com o Ministério Público, que a Deolane, pelo poder econômico adquirido ao longo do tempo e pela sua influência, funcionava como uma espécie de caixa do crime organizado. O dinheiro era depositado nessa figura pública, misturado a recursos de outras atividades e, quando necessário, retornava ao crime organizado”, disse.
Leia também: Quem é Deolane Bezerra, influenciadora presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
As autoridades afirmaram ainda que a investigação já foi formalmente concluída e que Deolane foi indiciada. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público para análise e eventual oferecimento de denúncia.
Apesar disso, os investigadores afirmaram que novos materiais apreendidos, incluindo celulares, documentos e registros financeiros, poderão gerar novos desdobramentos. “A operação não termina hoje. Certamente haverá novas investigações”, afirmou um dos integrantes da força-tarefa.
Leia mais: O que é a Operação Vérnix, que prendeu Deolane Bezerra por lavagem de dinheiro
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