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Operações da PF

Além de Deolane: quem são os outros alvos da operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Publicado 21/05/2026 • 10:43 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • A força-tarefa acredita que os patrimônios de Deolane eram utilizados para ocultar recursos obtidos por meio das atividades criminosas atribuídas ao PCC.
  • A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em contas e patrimônios ligados aos investigados.
  • Além da prisão da influenciadora, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e contas vinculadas ao nome dela.
Deolane Bezerra

Foto: Instagram/ Deolane

Além de Deolane: quem são os outros alvos da operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil.

A ação investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital, conhecido como PCC.

Além da influenciadora, outros integrantes apontados como operadores financeiros e familiares da cúpula da facção também foram alvos de mandados de prisão e bloqueios judiciais.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas de fachada, movimentações bancárias fracionadas e aquisição de bens de luxo para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em contas e patrimônios ligados aos investigados.

Marcola e familiares estão entre os investigados

Um dos principais nomes citados na operação é Marco Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como líder máximo do PCC.

Segundo a Agência Brasil, mesmo já preso na Penitenciária Federal de Brasília, ele passou a responder a uma nova ordem de prisão preventiva relacionada ao esquema investigado pela força-tarefa.

Conforme publicado anteriormente em Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, também foram alvo da operação o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, além dos sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Paloma acabou presa na Espanha após cooperação internacional envolvendo a Interpol, enquanto Leonardo também teve mandado expedido pela Justiça brasileira.

Leia também: O que é ‘smurfing’, técnica de lavagem de dinheiro citada no caso Deolane Bezerra

As investigações apontam que parte da estrutura financeira da facção operava fora do Brasil, com movimentações identificadas na Itália, Espanha e Bolívia. A Polícia Federal e órgãos internacionais auxiliaram no rastreamento dos suspeitos.

Outro alvo considerado estratégico pela investigação é Everton de Souza, identificado como operador financeiro do grupo criminoso.

De acordo com o Ministério Público, ele atuaria na circulação de recursos usados para abastecer o esquema de lavagem de dinheiro.

Ciro Cezar Lemos e sua esposa, apontado como um dos articuladores financeiros da estrutura, segue foragido junto com a esposa. A polícia realiza buscas para localizar o casal.

O papel de Deolane na investigação

Os investigadores afirmam que Deolane passou a chamar atenção após a identificação de movimentações consideradas incompatíveis com sua renda formal declarada.

Relatórios financeiros apontaram depósitos fracionados, circulação de valores milionários e ausência de comprovação sobre a origem de parte dos recursos recebidos.

Leia também: Por que investigadores cobram R$ 60 bilhões de Daniel Vorcaro no caso Master?

Segundo a apuração, mais de R$ 1 milhão teriam sido transferidos para a conta pessoal da influenciadora em depósitos abaixo de R$ 10 mil, método conhecido no mercado financeiro como smurfing, utilizado para dificultar o rastreamento das operações pelas autoridades.

A investigação também identificou transferências de R$ 716 mil feitas por uma empresa de crédito para empresas ligadas à influenciadora.

Os investigadores afirmam que não encontraram registros de serviços prestados que justificassem os valores recebidos.

Deolane bezerra
Foto: Instagram/ Deolane

Além da prisão da influenciadora, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e contas vinculadas ao nome dela. Até o momento, a defesa de Deolane não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam 17 veículos de luxo e quatro imóveis ligados aos investigados.

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A força-tarefa acredita que os patrimônios de Deolane eram utilizados para ocultar recursos obtidos por meio das atividades criminosas atribuídas ao PCC.

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