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Caso Master: Daniel Vorcaro nega fraude em operações com BRB e pede arquivamento do caso
Publicado 30/10/2026 • 14:25 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 14:25 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Para onde Daniel Vorcaro foi transferido pela Polícia Federal?
O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou ter cometido crime de fraude nas operações financeiras envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e afirmou estar preso injustamente.
Durante depoimento à Polícia Federal, em 15 de outubro, o banqueiro contestou as acusações, defendeu a legalidade das negociações e pediu o arquivamento do inquérito que investiga possíveis irregularidades entre as instituições.
A declaração foi feita em interrogatório tornado público na quinta-feira (29) e encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Vorcaro afirmou que sua situação pessoal e familiar foi afetada pelas investigações e sustentou que não praticou qualquer fraude contra o BRB.
“Eu estou preso injustamente por conta disso. Eu não fiz fraude nenhuma com o BRB, eu não lesei em nada o BRB”, declarou. Segundo informações da Folha de S. Paulo, o banqueiro afirmou ainda ter colocado recursos e bens pessoais nas operações.
Durante o interrogatório, o empresário reconheceu que houve problemas nas negociações de carteiras de crédito, mas negou que as situações identificadas configurem fraude. Segundo ele, as operações não foram concluídas conforme o planejamento inicial, e os créditos questionados acabaram substituídos por outros ativos.
A Polícia Federal, por outro lado, aponta suspeitas de negociação de carteiras de crédito sem comprovação de existência. Os investigadores entendem que a substituição posterior dos ativos não elimina a necessidade de apurar possíveis irregularidades nas transações originais.
Vorcaro também questionou os valores dos prejuízos apontados na investigação e defendeu uma perícia independente para avaliar os ativos entregues ao BRB.
O empresário afirmou ainda estar disposto a prestar esclarecimentos sobre suas relações pessoais e profissionais, mas considerou que não existem fundamentos para manter a investigação sobre a suposta fraude. Ele pediu o arquivamento imediato do caso ou, alternativamente, que a apuração aguarde uma avaliação completa dos ativos.
Leia também: TCE condena ex-gestor da previdência de São Roque a devolver aplicação de R$ 93 mi no Banco Master
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Siga o Times | CNBCOutro assunto abordado no depoimento foi a relação de Vorcaro com Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A Polícia Federal questionou mensagens que tratavam da possibilidade de disponibilizar apartamentos ao executivo em Brasília e São Paulo.
Vorcaro negou que os imóveis fossem oferecidos como vantagem indevida para facilitar negócios entre os bancos. Segundo ele, a proposta estava relacionada à possibilidade de Costa assumir uma função de direção no grupo financeiro que seria formado pela união das instituições.
O banqueiro afirmou que os apartamentos seriam utilizados como moradia pelo executivo e sua família, caso a operação fosse concretizada.
Os investigadores também abordaram possíveis divergências em informações encaminhadas ao Banco Central, especialmente sobre a origem das carteiras de crédito e a documentação utilizada para comprovar sua existência.
Vorcaro negou qualquer tentativa de dificultar a fiscalização. Ele explicou que concentrava determinadas comunicações com o órgão regulador para evitar erros e argumentou que eventuais falhas deveriam ser analisadas individualmente.
A investigação atribui a Vorcaro suspeitas de gestão duvidosa de instituição financeira, fraude à fiscalização, lavagem de dinheiro e induzimento a erro. O empresário também é apontado pelos investigadores como possível líder de uma organização criminosa.
Na quarta-feira (28), a Polícia Federal indiciou Vorcaro, Paulo Henrique Costa e outras 14 pessoas por suspeitas de crimes financeiros relacionados à comercialização de carteiras de crédito com o BRB.
A defesa do fundador do Master contesta as conclusões policiais e considera que o relatório de indiciamento foi apresentado de forma antecipada, sem contemplar integralmente os elementos da investigação.
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