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Caso Master: empresários articulam novo manifesto por código de conduta no STF

Publicado 04/09/2026 • 13:32 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • A recente crise no STF voltou a mobilizar empresários, economistas e integrantes da sociedade civil em torno da atuação dos membros da Corte.
  • Grupos do setor empresarial discutem a elaboração de um novo manifesto para exigir parâmetros mais claros de conduta de ministros da Corte.
  • Código de conduta para ministros foi defendido por empresários quando relação dos ministros Toffoli e Moraes com Daniel Vorcaro veio à tona.
Moraes

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil.

As recentes revelações relacionadas ao caso Banco Master voltaram a mobilizar empresários, economistas e integrantes da sociedade civil em torno da atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Grupos do setor empresarial passaram a discutir a elaboração de um novo manifesto para exigir parâmetros mais claros de conduta dos ministros da Corte.

A movimentação ganhou força após a divulgação de mensagens envolvendo Daniel Vorcaro, controlador do Master, e o ministro Alexandre de Moraes. O episódio aumentou a preocupação entre empresários quanto aos efeitos do caso sobre a confiança nas instituições. A discussão retoma uma iniciativa realizada no fim de 2025, quando empresários, economistas e representantes de outros setores apoiaram um documento que defendia a adoção de regras de conduta para os integrantes do STF.

Entre os nomes associados àquela mobilização estavam Armínio Fraga, da Gávea Investimentos; Eugênio e Salim Mattar, ligados à Localiza; Antonio Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Luiz Passos, da Natura; Jayme Garfinkel, da Porto Seguro; e Pedro Wongtschowski, da Ultrapar.

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Novas revelações retomam debate

O caso Master já havia provocado questionamentos sobre as relações entre integrantes do Judiciário e pessoas ligadas ao banco. Entre os episódios mencionados estão um contrato de R$ 130 milhões firmado pelo Master com um escritório de advocacia da família de Alexandre de Moraes e uma viagem do ministro Dias Toffoli ao Peru em avião particular, acompanhado por um advogado ligado a um diretor da instituição financeira.

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De acordo com a Folha de S. Paulo, com a divulgação de novas informações, empresários voltaram a discutir, inclusive em chats de grupo nas redes sociais, formas de pressionar o presidente do STF, Edson Fachin, para a criação de um código de conduta para os ministros.

As opiniões, no entanto, não são uniformes quanto à maneira de fazer essa cobrança. Parte dos empresários defende manifestações públicas mais contundentes, enquanto outros demonstram preocupação com um possível agravamento da tensão entre instituições.

Empresários apontam perda de confiança

Uma das principais preocupações é o possível impacto da controvérsia sobre a credibilidade das instituições brasileiras. Alguns empresários avaliam que as suspeitas relacionadas ao Master atingem diferentes áreas do poder público e podem comprometer a percepção de que investigações e julgamentos ocorrem de maneira independente.

Para este grupo, a confiança no funcionamento da Polícia Federal, do Ministério Público e do STF é importante não apenas do ponto de vista institucional, mas também para a atividade econômica. Alguns empresários acreditam que órgãos públicos precisam preservar sua atuação institucional diante de interesses particulares.

Além das críticas de caráter institucional, parte do empresariado relaciona o episódio ao ambiente de negócios e considera que a percepção de insegurança jurídica pode ter consequências econômicas, inclusive sobre o custo do crédito e o chamado custo Brasil.

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