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Segurança do STF impede registros fotográficos por vidraças após repercussão de foto de ministros
Publicado 04/09/2026 • 11:30 | Atualizado há 14 minutos
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Publicado 04/09/2026 • 11:30 | Atualizado há 14 minutos
KEY POINTS
Foto: Antonio Augusto/STF
STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou as restrições à captação de imagens de ministros em áreas internas do edifício-sede da Corte. A medida foi relatada por profissionais da imprensa um dia após a repercussão de uma fotografia que mostrou Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin sorrindo.
Na última quinta, fotógrafos e cinegrafistas que acompanhavam a movimentação no tribunal foram orientados por integrantes da segurança a se afastar das vidraças e a não direcionar as câmeras para as frestas das cortinas.
Esses pontos permitem visualizar espaços internos, entre eles o Salão Branco, utilizado pelos ministros para circulação na saída do plenário.
De acordo com a Folha de S. Paulo, já havia limitações à obtenção de imagens nesses locais. Nesta quinta, porém, a fiscalização teria se tornado mais rígida. O reforço ocorreu após uma foto feita na quarta-feira (02) ganhar repercussão.
Leia também: Crise no STF: Moraes cita relatório sem valor probatório em pedido de investigação contra Mendonça
A imagem foi registrada pelo fotógrafo Brenno Carvalho por uma abertura entre as cortinas. No enquadramento aparecem Moraes, Gilmar e Zanin conversando e sorrindo. O presidente do STF, Edson Fachin, também aparece no registro, mas de costas.
O registro ocorreu ao término da primeira sessão presencial da Corte, após a divulgação de informações sobre mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que apontam Moraes como interlocutor.
A fotografia chamou a atenção pelo momento em que foi produzida. O Supremo enfrenta questionamentos e divergências internas quanto ao tratamento dado ao material da Polícia Federal relacionado ao caso. Durante a sessão de quarta-feira, os ministros não se pronunciaram publicamente sobre o episódio.
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Siga o Times | CNBCO episódio envolvendo os fotógrafos ocorre em meio ao aumento da tensão entre integrantes da Corte após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro.
O documento contém comunicações que indicam Moraes como interlocutor do ex-banqueiro. A divulgação do material intensificou a pressão sobre o STF e provocou uma reação direta do ministro citado.
Nesta quinta-feira, Moraes pediu que a atuação de Mendonça na condução de questões relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) seja investigada. O pedido menciona possíveis casos de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.
Leia também: Origem de relatórios sobre André Mendonça gera desconfiança entre ministros e aumenta tensão nos bastidores do STF
Diante da controvérsia, o presidente do STF determinou a apresentação de informações sobre o relatório policial e as circunstâncias de sua divulgação. Fachin estabeleceu prazo de cinco dias para que Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre o material da PF referente às mensagens enviadas por Vorcaro.
A decisão coloca diferentes autoridades envolvidas no episódio sob a mesma determinação de fornecer informações à presidência do Supremo, enquanto a Corte administra as consequências internas e públicas decorrentes da divulgação do relatório.
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