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Cerco naval da China eleva tensão sobre Taiwan após encontro entre Trump e Xi
Publicado 23/05/2026 • 19:10 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/05/2026 • 19:10 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A pressão militar da China sobre Taiwan voltou a subir de tom neste sábado (23). O governo taiwanês afirmou que mais de 100 embarcações chinesas, entre navios da Marinha e da guarda costeira, foram posicionadas em águas estratégicas ao redor da ilha, em uma movimentação que ampliou o alerta na região e reacendeu temores de uma escalada entre Pequim e Washington.
Segundo o Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, o deslocamento das embarcações começou antes do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Após a reunião, o número de navios teria aumentado significativamente.
Em uma publicação na rede social X, o ex-ministro das Relações Exteriores de Taiwan, Joseph Wu, compartilhou uma imagem mostrando embarcações chinesas formando uma espécie de cerco ao redor da ilha. Na postagem, Wu afirmou que a China é “o único problema que destrói o status quo e ameaça a paz e a estabilidade regional”.
Taiwan opera com governo próprio, sistema político independente e forças armadas próprias, mas a China considera a ilha parte de seu território e já declarou diversas vezes que não descarta o uso da força para retomá-la.
De acordo com autoridades taiwanesas, os navios chineses foram posicionados em uma faixa marítima que vai do Mar Amarelo ao Mar do Sul da China e ao Pacífico Ocidental. Entre as embarcações também estariam navios de pesquisa, embora não esteja claro qual seria a função exata deles na operação.
Nos últimos anos, Pequim ampliou exercícios militares ao redor de Taiwan, incluindo envio frequente de caças, drones e navios de guerra próximos à ilha. A estratégia faz parte da pressão chinesa para enfraquecer o apoio internacional a Taipei e reforçar sua reivindicação territorial.
O movimento ocorre em um momento sensível da relação entre EUA e China, especialmente após declarações recentes de Trump envolvendo Taiwan.
O governo taiwanês demonstrou preocupação após Trump sugerir que o apoio militar americano à ilha poderia entrar nas negociações diplomáticas com a China.
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Siga o Times | CNBCDias após a visita de Trump a Pequim, o chefe interino da Marinha dos EUA afirmou ao Congresso americano que Washington congelou cerca de US$ 14 bilhões em vendas de armas para Taiwan, o equivalente a aproximadamente R$ 70 bilhões.
Segundo autoridades americanas, a decisão estaria ligada à necessidade de preservar estoques militares diante da guerra envolvendo o Irã.
A fala aumentou a insegurança em Taiwan, que depende fortemente do suporte militar americano para manter sua estratégia de dissuasão contra uma eventual ofensiva chinesa.
Ainda assim, o governo taiwanês insiste que o compromisso dos EUA com a defesa da ilha permanece inalterado.
Em meio ao aumento das tensões, milhares de pessoas foram às ruas em Taiwan neste sábado em apoio ao plano do governo de ampliar os investimentos em defesa.
O presidente taiwanês, Lai Ching-te, havia proposto quase US$ 40 bilhões em novos gastos militares, incluindo compra de armamentos americanos. No entanto, o parlamento local reduziu o pacote para cerca de US$ 25 bilhões.
O tema também ampliou atritos entre China e Japão. Autoridades chinesas reagiram com irritação após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmar que um eventual ataque chinês a Taiwan poderia representar ameaça direta à segurança japonesa e justificar uma resposta militar de Tóquio.
O cenário reforça o temor de que Taiwan continue sendo um dos principais pontos de tensão geopolítica do planeta, envolvendo diretamente as duas maiores potências econômicas e militares do mundo.
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