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Como Trump convenceu republicanos a mudar de posição sobre o Irã em menos de 24 horas; veja

Publicado 26/06/2026 • 07:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A pressão direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi determinante para uma reviravolta rápida no Senado norte-americano.
  • Na quarta-feira (24), o Senado, de maioria republicana, rejeitou por 50 a 47 uma resolução que buscava impedir o presidente de retomar ações militares contra o Irã sem autorização do Congresso.
  • A mudança de postura ficou clara durante a votação processual da noite. O senador Bill Cassidy, que havia votado com os democratas no dia anterior, recuou e votou contra o avanço da resolução.
Como Trump convenceu republicanos a mudar de posição sobre o Irã em menos de 24 horas; veja

Foto: NWY

Como Trump convenceu republicanos a mudar de posição sobre o Irã em menos de 24 horas; veja

A pressão direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi determinante para uma reviravolta rápida no Senado norte-americano. Além disso, ela levou republicanos a mudarem de posição em menos de 24 horas em uma votação relacionada à guerra com o Irã.

O movimento ocorreu em meio a um ambiente político tenso em Washington, marcado por disputas sobre os limites do poder presidencial e pela tentativa de parte do Congresso de frear novas ações militares sem autorização legislativa, segundo o The Washington Post.

O resultado expôs, mais uma vez, a influência de Trump sobre sua base no Congresso e a fragilidade das articulações internas do Partido Republicano diante da crise.

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Pressão de Trump muda o clima no Senado

Na quarta-feira (24), o Senado, de maioria republicana, rejeitou por 50 a 47 uma resolução que buscava impedir o presidente de retomar ações militares contra o Irã sem autorização do Congresso.

A decisão ocorreu um dia após uma votação semelhante avançar, o que irritou Trump, que criticou publicamente os senadores do próprio partido e afirmou que a medida enfraquecia negociações em andamento com Teerã sobre o programa nuclear iraniano.

Recuo de republicanos e votos divididos expõem tensão

A mudança de postura ficou clara durante a votação processual da noite. O senador Bill Cassidy, que havia votado com os democratas no dia anterior, recuou e votou contra o avanço da resolução. Já o senador Rand Paul alterou sua posição e registrou voto “presente”, evitando se opor diretamente ao presidente.

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Ao mesmo tempo, as senadoras republicanas Lisa Murkowski e Susan Collins mantiveram apoio à proposta ao lado dos democratas. Por outro lado, o democrata John Fetterman votou contra a resolução, o que reforçou a divisão incomum no plenário.

Almoço tenso e articulação nos bastidores

Nos bastidores, o movimento ganhou força após um almoço tenso entre Trump e senadores republicanos. Segundo relatos, o presidente criticou duramente os parlamentares que apoiaram a proposta anterior e aumentou a pressão sobre sua base. O senador John Kennedy afirmou que Trump estava “furioso como uma vespa assassina” diante da votação.

Em seguida, lideranças republicanas como John Thune e John Barrasso atuaram para reverter votos dentro da bancada, em coordenação com o governo. O objetivo foi evitar uma nova derrota política em meio ao impasse sobre a guerra.

Leia também: Trump critica o Senado dos EUA por resolução que limita atuação militar no Irã

A votação foi vista pelos democratas como uma derrota simbólica. O senador Tim Kaine, autor da resolução, afirmou que a medida não altera a posição do Congresso de que qualquer nova guerra contra o Irã depende de autorização legislativa.

Assim, o episódio expõe como a pressão política de Trump, combinada à articulação da liderança republicana, conseguiu reverter rapidamente o posicionamento de parte do Senado em meio a um cenário diplomático ainda sensível com o Irã.

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