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Construção mostra recuperação na atividade, mas empresários seguem sem confiança, diz CNI

Publicado 25/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Indicadores de atividade e emprego da construção avançaram pelo terceiro mês seguido, segundo sondagem da CNI e da CBIC.
  • Apesar da melhora operacional, confiança do setor segue abaixo da linha de otimismo há 17 meses consecutivos.
  • Empresários passaram a prever alta nas contratações, mas reduziram intenção de investir diante das incertezas econômicas.

A atividade da indústria da construção voltou a registrar melhora em abril e manteve uma sequência de recuperação iniciada no começo do ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar do avanço operacional, o setor continua demonstrando cautela em relação ao cenário econômico e mantém os indicadores de confiança em território pessimista.

O índice de evolução do nível de atividade subiu de 46,3 pontos em março para 47 pontos em abril, registrando o terceiro avanço consecutivo após atingir 43,1 pontos em janeiro. O levantamento faz parte da Sondagem Indústria da Construção, realizada pela CNI em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

A pesquisa ouviu 322 empresas entre os dias 4 e 13 de maio de 2026, sendo 116 pequenas, 140 médias e 66 grandes.

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Emprego e estímulos

O indicador que mede a evolução do número de empregados também apresentou melhora e avançou para 47,1 pontos em abril, após crescer 0,9 ponto na comparação com março. Em janeiro, o índice marcava 45,3 pontos.

Segundo os empresários consultados, tanto a atividade quanto o emprego ficaram acima da média histórica para o mês de abril, sinalizando uma recuperação gradual do setor nos últimos meses.

O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribuiu parte desse movimento às medidas de estímulo adotadas pelo governo no fim do ano passado. Entre elas, ele destacou o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e a ampliação do crédito para reformas de moradias de famílias de baixa renda.

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A melhora observada nos últimos meses reflete as medidas de estímulo ao setor”, afirmou Azevedo.

Confiança segue baixa

Apesar da melhora operacional, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da construção avançou apenas 0,3 ponto em maio, chegando a 46,7 pontos. O indicador segue abaixo da linha de 50 pontos, patamar que separa confiança de falta de confiança.

Com isso, o setor completou 17 meses consecutivos de pessimismo, segundo a CNI.

Ainda assim, houve melhora nas expectativas relacionadas ao mercado de trabalho. O índice que mede a previsão de novas vagas nos próximos seis meses ultrapassou a linha dos 50 pontos, passando de 48,8 para 50,7 pontos. Isso significa que os empresários passaram a projetar alta no número de empregados, e não mais queda.

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Investimentos em baixa

Os indicadores ligados à atividade futura e à compra de insumos, porém, mostraram desaceleração em maio. O índice de expectativa de compras de matérias-primas caiu 0,6 ponto, para 50,9 pontos, enquanto o índice de expectativa para o nível de atividade recuou 0,8 ponto, para 51,1 pontos.

A intenção de investimentos também perdeu força. O indicador caiu de 43,4 para 42,1 pontos, atingindo o pior resultado para maio desde 2021, quando havia marcado 41,8 pontos.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção encerrou abril em 66%, um ponto porcentual abaixo do registrado no mesmo período de 2024 e 2025, quando o índice havia alcançado 67%.

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