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CPMI do INSS entra em nova fase com filho de Lula e mulher ligada a Flávio Bolsonaro na mira
Publicado 03/02/2026 • 15:31 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/02/2026 • 15:31 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Montagem
Fábio Luís Lula da Silva e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), protocolou na segunda-feira (2), requerimentos que miram o filho e figuras do entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na retomada dos trabalhos da comissão em 2026.
Os três documentos buscam quebrar os sigilos bancários de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; a advogada Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha; e a publicitária Danielle Fonteles, que trabalhou em campanhas eleitorais do PT até 2015.
O relator quer apurar as movimentações dos três com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela investigação da Polícia Federal como um dos principais articuladores do esquema de descontos não autorizados em aposentadorias.
“A necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz’. A Polícia Federal aponta que essa é uma referência direta a Lulinha, sugerindo que Roberta atuaria como intermediária financeira para o repasse de vantagens indevidas”, argumenta Gaspar.
Leia também: CPMI marca depoimento com Vorcaro por fraudes no INSS
O relator menciona que Fonteles tem “papel estratégico e transnacional na organização investigada pela Operação Sem Desconto”, e lembra que a Polícia Federal identificou mensagens de Luchsinger orientando o Careca do INSS a destruir provas.
“Tais medidas se justificam por sua posição estratégica como possível integrante do núcleo político da organização, onde desempenha papel essencial na ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas para fins de lavagem de capitais”, justifica o relator.
Lulinha já teve sua convocação rejeitada duas vezes devido a articulações bem-sucedidas da base do governo para blindá-lo. A PF suspeita que ele recebeu valores oriundos dos negócios do Careca por meio da empresária Roberta Luchsinger.
Gaspar diz que, em 2026, a CPMI do INSS começa uma nova fase com foco nos bancos, agentes públicos e todos os envolvidos nas irregularidades dos empréstimos consignados.
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Siga o Times | CNBCA segunda etapa das investigações começa com os depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de Maurício Camisotti, preso na Operação Sem Desconto da Polícia Federal e do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. A previsão é que os três sejam ouvidos nesta quinta-feira, 5.
“Agora vamos continuar com os descontos associativos e acrescentar os empréstimos consignados. Esses primeiros depoimentos são de grande importância para que possamos entender como as instituições bancárias têm relação com essas irregularidades”, diz o deputado.
Leia também: Caso Master: Senador procura Toffoli e pressiona STF após decisões travarem CPMI do INSS
Do lado governista, parlamentares miram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho e indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para disputar a eleição presidencial neste ano. O foco é em Letícia Caetano dos Reis.
Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, coproprietário da Voga, empresa do Careca do INSS. A PF o identifica como sócio de uma offshore do Careca do INSS, a Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Essa firma, aberta em paraíso fiscal, foi usada para “blindar o patrimônio ilegítimo amealhado” no esquema dos descontos associativos ilegais.
Ela é associada a Flávio Bolsonaro por ser administradora do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, “desde 16 de abril de 2021, data de sua fundação”.
“Diante do estreito entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político descrito, suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, especialmente considerando que pessoas diretamente ligadas a ambos mantêm relações societárias e familiares entre si”, argumenta o deputado Rogério Correia (PT-MG), autor de requerimento que pede a convocação de Flávio e Letícia.
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