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‘Crime organizado está usando métodos de grandes investidores’, diz Haddad sobre fraude dos combustíveis
Publicado 28/08/2025 • 13:15 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 28/08/2025 • 13:15 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
A megaoperação contra um esquema bilionário no setor de combustíveis é um marco no combate ao crime organizado no Brasil, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (28), Haddad disse que o governo está inaugurando um novo padrão de enfrentamento, com foco em atingir os líderes das organizações. “O crime organizado está usando expedientes próprios de grandes investidores do mercado financeiro. É preciso usar a inteligência do Estado para chegar aos verdadeiros líderes”, disse.
Haddad ressaltou ainda que a ação conseguiu ir além das bases operacionais das quadrilhas. “Essa operação é exemplar, porque ela conseguiu chegar na cobertura do sistema, no andar de cima do sistema”, afirmou.
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O ministro destacou que a apuração identificou movimentações de R$ 52 bilhões em quatro anos, envolvendo fundos fechados e estruturas financeiras complexas. “São muitas camadas, envolvendo fundos fechados. Para chegar ao patrimônio do criminoso, é preciso a inteligência dos auditores fiscais, que abrem as contas desses fundos e entendem para onde o dinheiro está indo”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCHaddad ainda disse que, sem esse trabalho de inteligência, não teria sido possível chegar a mais de mil postos de gasolina, quatro refinarias e mais de mil caminhões usados pelo crime para transportar combustível adulterado.
“Às vezes, a adulteração começa já na importação, muitas vezes fraudada. É um esquema extremamente capilar na distribuição do combustível e sofisticado no aspecto financeiro, com várias camadas que precisam ser abertas para alcançar o patrimônio do crime. Sem isso, fica muito difícil vencer o crime”, acrescentou.
A operação, segundo ele, já bloqueou mais de 100 imóveis, veículos e outros bens que podem somar bilhões de reais. “Aí você efetivamente estrangula o crime, impede que ele prospere”, disse.
“O governo está dando uma resposta coordenada, que protege o consumidor, o elo mais frágil, e garante concorrência leal no mercado de combustíveis. Espero que deixemos de lado as disputas menores para combater o crime em uníssono, como política de Estado”, afirmou.
Para o ministro, a operação é histórica: “É a maior da história do Brasil, sem sombra de dúvida, e inaugura uma forma nova de trabalhar. Está sendo inaugurada hoje uma nova forma de atuação que pode trazer muita esperança para o povo brasileiro.”
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