Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
CRISE DO STF CRESCE: Agressões, bate-boca, manobras jurídicas e “vergonha” na Corte
Publicado 15/09/2026 • 20:35 | Atualizado há 56 minutos
Nvidia e Anthropic divergem sobre segurança da IA; Huang diz que optar entre velocidade e cautela é uma “falsa escolha”
Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, enfatiza a necessidade de levar a segurança a sério em relação aos riscos da IA
Musk pede que principais laboratórios de I.A e empresas chinesas testem modelos umas das outras em meio a pedidos de desaceleração
Wall Street avalia impacto de possível desaceleração da I.A na expansão de data centers
Rendimento dos Treasuries de 10 anos sobe ao maior nível desde 2007 com aumento das apostas em alta de juros pelo Fed
Publicado 15/09/2026 • 20:35 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
Foto: Rosinei Coutinho/STF
Convocada sob a expectativa de uma decisão inédita sobre um caso envolvendo um de seus próprios ministros, a sessão desta terça-feira (15) terminou aprofundando a crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de mais de cinco horas, o plenário não decidiu nenhuma das questões que haviam levado o caso ao colegiado.
O STF não definiu se é válido o relatório produzido pela Polícia Federal com informações sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Tampouco analisou o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o material e extinguir o procedimento. Em vez de uma resposta sobre o mérito, o tribunal consumiu boa parte da sessão discutindo suas próprias regras, a condução dos processos e quais ministros poderiam participar das decisões.
A sessão que havia sido convocada para enfrentar uma crise interna acabou expondo novas divisões dentro da própria Corte. Houve impedimentos e suspeições, uma disputa sobre a relatoria, tentativa de reunir procedimentos, acusações de atuação política, confrontos pessoais e, por fim, um pedido de vista que deixou até a discussão preliminar sem conclusão definitiva.
Leia também: STF tem 4 votos a 3 para manter julgamento dos casos de Moraes e Mendonça separados; Dino pede vista
Presidente do STF, Edson Fachin abriu o julgamento citando o caráter excepcional da sessão. “Este não é um dia comum. Somos seres humanos. Podemos errar”, afirmou, antes de pedir sensatez, decoro e serenidade aos integrantes da Corte.
Fachin defendeu responsabilidade institucional diante da crise e afirmou que caberia ao plenário enfrentar as questões colocadas no processo. Também ressaltou que o Supremo deveria julgar fatos e questões jurídicas, e não pessoas.
A Petição 16.662 reúne o impasse em torno do relatório elaborado pela PF, o pedido da PGR para anular a diligência e os desdobramentos das decisões tomadas no caso. Fachin sustentou ainda que cabe ao Ministério Público fazer o juízo sobre eventual investigação.
A sessão começou com duas baixas. Kassio Nunes Marques declarou-se impedido. Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro afirmou que o julgamento poderia ter repercussões no processo eleitoral e que, diante disso, não participaria da votação.
Dias Toffoli disse não se considerar impedido, mas declarou suspeição por foro íntimo. Ele permaneceu no plenário e afirmou que poderia participar dos debates, embora sem votar.
O julgamento mudou de direção quando Gilmar Mendes defendeu que os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça fossem reunidos.
A proposta previa que as duas situações fossem analisadas conjuntamente, com nova apreciação em 23 de setembro, data em que já estava previsto o julgamento de questões relacionadas a Mendonça.
Fachin discordou. Defendeu manter os procedimentos separados e dar continuidade ao julgamento relacionado a Moraes.
A partir daí, a sessão ficou concentrada na questão de ordem.
Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela reunião dos procedimentos. Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam a manutenção dos casos separados.
O placar chegou a 4 a 3 pela separação.
Flávio Dino havia se manifestado favoravelmente à reunião, mas pediu vista e suspendeu o voto. Por isso, a posição do ministro não foi contabilizada no placar final da sessão.
Leia também: Moraes diz que não há pedido para investigá-lo e defende nulidade de investigação no caso Master
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAlexandre de Moraes participou da votação da questão de ordem e defendeu que o caso envolvendo seu nome fosse analisado em conjunto com o procedimento relacionado à atuação de André Mendonça no caso Master.
O magistrado argumentou que os episódios estavam relacionados e que submetê-los a ritos diferentes poderia produzir tratamentos distintos para situações que, na avaliação dele, deveriam ser examinadas conjuntamente.
Durante a manifestação, Moraes voltou a afirmar que não havia pedido formal da Polícia Federal, da PGR ou do próprio Mendonça para a abertura de uma investigação contra ele. O único pedido formal apresentado pela PGR, ressaltou, era pela anulação do relatório da PF e pelo encerramento do procedimento.
Durante a sessão, Moraes acusou Mendonça de conduzir o caso com motivação política e afirmou que o ministro teria atuado em favor de um grupo político ligado à tentativa de golpe de Estado.
Moraes também disse ter testemunhas de que Mendonça teria pressionado Daniel Vorcaro a fazer acusações contra ele. A afirmação foi imediatamente contestada por Mendonça, que interrompeu a fala e classificou a acusação como mentirosa.
Luiz Fux acompanhou Fachin e Mendonça. O ministro sustentou que os procedimentos tratam de fatos diferentes e que não haveria risco de decisões contraditórias suficiente para justificar a reunião dos processos.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a palavra depois de referências feitas por André Mendonça a mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.
Gonet negou manter relação de proximidade com o ex-dono do Banco Master. Segundo ele, houve um único encontro entre os dois, em abril de 2024, na presença de outras autoridades, além de uma ligação telefônica breve.
Gilmar Mendes reagiu às colocações feitas por Mendonça sobre o procurador-geral e acusou o colega de fazer insinuações sem base. No auge da discussão, chamou a postura do ministro de “desfaçatez”.
Mendonça reagiu e exigiu respeito. A troca de acusações continuou, com Gilmar elevando novamente o tom e Mendonça respondendo às provocações.
Foi nesse ambiente que Flávio Dino decidiu pedir vista. O ministro afirmou que o plenário já não reunia condições adequadas para continuar deliberando e interrompeu a conclusão da questão de ordem que discutia se os casos envolvendo Moraes e Mendonça deveriam ser analisados juntos.
Com o pedido, o julgamento foi suspenso. Pelas regras do Supremo, Dino tem prazo regimental de até 90 dias para devolver o processo, embora possa fazê-lo antes. Fachin encerrou a sessão por volta das 18h20.
Cármen Lúcia também votou pela separação. A ministra destacou que havia uma questão concreta já submetida ao Supremo, o pedido da PGR para reconhecer a nulidade do procedimento, e defendeu que ela fosse enfrentada no processo em andamento.
Pouco antes do encerramento, a ministra disse estar constrangida com a situação, lamentou que o Judiciário estivesse produzindo intranquilidade e pediu desculpas à população.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Além da esposa de Moraes, Vorcaro também pagou Temer, Mantega, Lewandowski, Jaques Wagner, ACM Neto e Ratinho Jr
2
Quebra de sigilo coloca em xeque notas oficiais de Moraes
3
Fachin avalia abrir investigação contra Moraes antes de levar afastamento ao plenário
4
iOS 27 é lançado hoje: veja quais iPhones recebem a nova atualização da Apple
5
No evento do Iphone Duo protagonista, a Apple apresentou a Siri com um recurso assustador embarcado no Apple Watch