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DECISÃO 2026: Lula defende mandato para ministros do STF e  Flávio culpa “tropa de choque do Lula” por adiamento no Supremo; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 15/09/2026 • 22:51 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu investigação “sem trégua” de todos os envolvidos no caso Master, questionou a ausência de Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli da votação e cobrou reformas no Judiciário.
  • Flávio Bolsonaro (PL) afirmou em Fortaleza que a investigação de Alexandre de Moraes só não avançou nesta terça-feira porque a “tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo”.
  • Ronaldo Caiado (PSD) criticou os bate-bocas na Corte, Romeu Zema (Novo) fez manifestação em Brasília, Renan Santos (Missão) classificou o resultado como uma “pizza horrorosa” e Augusto Cury (Avante) falou em “guerra de egos”.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os desdobramentos do caso Master dominou a agenda dos candidatos à Presidência nesta terça-feira (15). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu investigação “sem trégua”, Flávio Bolsonaro (PL) culpou ministros indicados pelo petista pelo adiamento da decisão, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) também reagiram à sessão.

As manifestações ocorreram ao longo e depois de mais de seis horas de julgamento, marcado por bate-bocas entre ministros e encerrado sem decisão sobre a eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.

Flávio Dino pediu vista e interrompeu a análise. O plenário terminou com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção separada dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela separação, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Moraes defenderam a análise conjunta.

Leia também: Gilmar diz que não se deve expor colegas, mesmo que estejam envolvidos: “Até a máfia tem ética”

Lula defende mandato no STF e investigação “sem trégua”

Lula não teve agenda de campanha nesta terça-feira e cumpriu compromissos institucionais em Brasília. À noite, em entrevista à Record, o candidato à reeleição comentou o resultado da sessão e defendeu que todos os possíveis envolvidos nas suspeitas relacionadas ao Banco Master sejam investigados.

“Não tem trégua. É preciso investigar a todos, sem distinção”, afirmou. Lula acrescentou que nenhum integrante da Suprema Corte deveria permanecer sob suspeita e defendeu punição caso irregularidades sejam comprovadas.

O presidente também questionou por que Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli ficaram fora da votação. Kassio se declarou impedido por presidir o Tribunal Superior Eleitoral, enquanto Toffoli declarou suspeição por foro íntimo. Lula ainda criticou André Mendonça pelo que classificou como divulgação seletiva de informações do caso Master.

O petista também voltou a defender mudanças no Judiciário, incluindo novos critérios para escolha dos ministros e a discussão sobre mandatos na Corte.

“Acho que temos que ter uma reforma profunda no Poder Judiciário, em que a gente discuta o tempo de mandato, o critério de escolher o candidato e como a pessoa pode ser escolhida”, declarou o presidente.

Flávio culpa “tropa de choque do Lula” por adiamento

Flávio Bolsonaro começou o dia usando o horário eleitoral para associar Lula à crise no Supremo. À noite, participou do “Bloco do 22”, em Fortaleza, e voltou ao tema depois do encerramento da sessão.

Na coletiva e no discurso aos apoiadores, o candidato afirmou que a abertura de uma investigação contra Moraes acabou postergada por causa da atuação de ministros que associou ao atual presidente.

“Alexandre de Moraes será investigado pelos crimes que, em tese, ele cometeu. Só não aconteceu hoje porque a tropa de choque do Lula no Supremo entrou em campo, em especial Flávio Dino, ex-ministro da ‘injustiça’ de Lula, que pediu vista depois que ele já tinha lançado o próprio voto dele”, afirmou.

Dino foi ministro da Justiça no governo Lula antes de ser indicado pelo presidente ao STF. O pedido de vista interrompeu o julgamento antes de uma decisão definitiva sobre a abertura de investigação contra Moraes.

Flávio também voltou a defender mudanças na composição da Corte e relacionou o resultado da eleição presidencial às futuras indicações para o Supremo.

“O Supremo, sem os ministros de Lula, tem solução. O Judiciário tem jeito”, declarou.

Caiado diz que sessão expôs “limite do insustentável”

Ronaldo Caiado retomou os compromissos de campanha em Aparecida de Goiânia, onde participou de coletiva de imprensa e do “Grande Encontro do Dia 15”.

Depois da sessão, o candidato criticou publicamente a sucessão de discussões entre os integrantes do Supremo.

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“A sessão no STF expôs o limite do insustentável, e não podemos nos calar diante do que vimos hoje. O bate-boca entre ministros e o espetáculo degradante constrangem o país”, afirmou.

Mais cedo, Caiado já havia pedido o afastamento de Moraes e classificado a sessão como histórica. O candidato também voltou a defender mudanças nas regras para escolha e atuação dos integrantes do Supremo.

Zema faz ato em Brasília durante julgamento

Romeu Zema começou o dia em uma manifestação organizada pelo Novo em Brasília para pressionar o STF pela investigação das suspeitas envolvendo Moraes.

Durante o ato, o candidato defendeu que as apurações alcancem qualquer autoridade mencionada no caso Master, inclusive outros integrantes da Corte.

“Quem não deve, não teme. Que a investigação vá contra Alexandre de Moraes, se for necessário contra Dias Toffoli, Gilmar Mendes e qualquer outro ministro”, afirmou Zema.

O candidato também disse esperar que os envolvidos sejam punidos caso as suspeitas sejam comprovadas. À tarde, Zema participou de entrevista ao Correio Braziliense.

Leia também: CRISE NO STF CRESCE: Agressões, bate-boca, manobras jurídicas e “vergonha” na Corte

Renan chama resultado de “pizza horrorosa”

Renan Santos participou de sabatinas em São Paulo ao longo da tarde. Uma coletiva de imprensa prevista para as 17h30 foi cancelada, e o candidato abriu uma transmissão nas redes sociais após o encerramento da sessão.

Renan criticou o pedido de vista e classificou a indefinição no Supremo como uma “pizza”.

“Que pizza horrorosa. Isso aqui virou um não país”, escreveu. Em seguida, iniciou uma live ao lado do deputado Kim Kataguiri comendo pizza enquanto comentava o julgamento.

Durante a transmissão, o candidato voltou a criticar a atuação dos ministros.

“Se isso aqui fosse um jogo de futebol, o Flávio Dino é o ‘player of the match’, mas isso aqui é a pizza, estão destruindo seu país”, afirmou.

Cury fala em “guerra de egos” durante ação na Paulista

Augusto Cury passou o dia na Avenida Paulista com a ação de campanha “Cury Fala, Brasil Escuta”, montada em frente ao Masp, e concedeu coletiva à tarde.

Enquanto a sessão ocorria em Brasília, o candidato criticou o comportamento dos ministros e procurou se distanciar dos dois lados do confronto entre Moraes e Mendonça.

“Eu nunca vi uma guerra de egos, uma epidemia de corrupção, porque as pessoas reais estão aqui. Em vez de discutir o Brasil, estão discutindo meia dúzia de pessoas. É uma vergonha”, afirmou.

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