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Delação de R$ 153 milhões: o que está por trás das acusações no Caso Master

Publicado 13/06/2026 • 08:00 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Em uma segunda tentativa de delação premiada, o dono do Banco Master afirma ter realizado pagamentos que somariam cerca de US$ 30 milhões, aproximadamente R$ 153 milhões, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em troca de apoio político a interesses ligados ao banco.
  • O caso, no entanto, ainda não tem validação judicial: a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação, e o material segue em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • Mais do que os valores citados, o centro da investigação envolve a relação entre interesses privados e articulações políticas.
Daniel Vorcaro

Foto: Reprodução

Delação de R$ 153 milhões: o que está por trás das acusações no caso Vorcaro

As novas revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro colocam o sistema político e financeiro sob forte escrutínio.

Em uma segunda tentativa de delação premiada, o dono do Banco Master afirma ter realizado pagamentos que somariam cerca de US$ 30 milhões, aproximadamente R$ 153 milhões, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em troca de apoio político a interesses ligados ao banco.

Segundo informações divulgadas pela revista Veja, Vorcaro declarou aos investigadores que utilizou contas no exterior para viabilizar as transferências.

O caso, no entanto, ainda não tem validação judicial: a Polícia Federal rejeitou a proposta de delação, e o material segue em análise na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Leia também: Daniel Vorcaro aponta pagamento de R$ 153 milhões a Davi Alcolumbre em segunda tentativa de delação

Uma delação rejeitada que ainda movimenta o caso

A decisão da PF de não aceitar a segunda tentativa não encerra o assunto. Pelo contrário, reforça a leitura de que o caso ainda está em construção dentro da investigação.

Os agentes avaliaram as informações apresentadas e concluíram que elas não trouxeram elementos realmente novos em relação ao que a investigação já tinha levantado. Essa análise também considerou apreensões e a verificação de dispositivos do próprio investigado.

Com isso, a delação não cumpriu o objetivo esperado pelas autoridades de ampliar o entendimento sobre a rede de relações e possíveis irregularidades.

O que está por trás das acusações envolvendo Vorcaro

Mais do que os valores citados, o centro da investigação envolve a relação entre interesses privados e articulações políticas. A delação sugere que os repasses não seriam pontuais, mas parte de uma estratégia de influência envolvendo decisões e apoio a pautas de interesse do Banco Master.

Nesse contexto, o caso não se limita a uma possível movimentação financeira irregular, mas revela também uma tentativa de construção de vantagens institucionais dentro de espaços de poder.

Outros repasses entram no radar

Além das acusações envolvendo o Senado, a delação também cita pagamentos relacionados ao Partido dos Trabalhadores na Bahia. Segundo os relatos, os valores estariam ligados à participação do Banco Master no programa Credcesta, voltado a servidores públicos estaduais.

O ex-governador da Bahia e atual ministro Rui Costa aparece mencionado nos documentos, embora não haja indicação formal de recebimento de propina.

Leia também: Polícia Federal rejeita segunda proposta de delação premiada de Vorcaro; defesa ainda aguarda análise da PGR

Estratégia de delação de Vorcaro sob questionamento

Este é o segundo esforço de Vorcaro para firmar um acordo de colaboração. Em maio, os investigadores rejeitaram a primeira proposta. Depois disso, ele trocou sua defesa e reformulou os anexos, aprofundou as informações e alterou a forma como descrevia alguns repasses.

Mesmo assim, a avaliação dos investigadores foi de que a nova versão ainda carregava um problema central: a tentativa de construir uma narrativa considerada seletiva, que poderia proteger aliados e reduzir o alcance das acusações.

Enquanto a PGR analisa os próximos passos, o caso de Vorcaro segue aberto e sem desfecho, mantendo em evidência a tensão entre delação, estratégia de defesa e os bastidores do poder político.

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