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Departamento de Estado dos EUA autoriza venda de caças F-35 à Arábia Saudita em acordo de US$ 24,3 bilhões

Publicado 17/09/2026 • 19:06 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • EUA aprovam possível venda de US$ 24,3 bilhões em caças F-35 à Arábia Saudita.
  • Lockheed Martin e Pratt & Whitney estão entre as empresas envolvidas no pacote militar.
  • Acordo ocorre em meio a críticas ao pacto nuclear civil entre Washington e Riad.

Wikimedia Commons

O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar à Arábia Saudita estimada em US$ 24,3 bilhões. O pacote prevê caças F-35 Lightning II Joint Strike Fighter e equipamentos relacionados, com Lockheed Martin e Pratt & Whitney entre os principais fornecedores previstos.

De acordo com o governo americano, a possível operação apoiaria objetivos de política externa e de segurança nacional dos Estados Unidos. O Departamento de Estado afirmou ainda que o fornecimento contribuiria para reforçar a segurança de um importante aliado americano que não pertence à Otan. No comunicado, a Arábia Saudita também foi descrita como uma força de estabilidade política e de progresso econômico na região do Golfo.

O governo dos EUA informou que, neste momento, não tem conhecimento de qualquer acordo de compensação, conhecido como offset, relacionado à possível venda. Caso haja um entendimento desse tipo, ele deverá ser estabelecido posteriormente em negociações entre o comprador e o contratado.

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A aprovação do possível negócio militar ocorre paralelamente a questionamentos de democratas da Câmara dos Representantes sobre um acordo de cooperação nuclear civil entre o governo de Donald Trump e a Arábia Saudita. Os parlamentares afirmaram ter apresentado uma resolução de rejeição para tentar impedir que o pacto entre em vigor.

Democratas e defensores da não proliferação nuclear também criticaram o acordo. A preocupação apontada por eles é que o entendimento não impediria a Arábia Saudita de enriquecer urânio ou reprocessar resíduos nucleares. Segundo os críticos mencionados, essas atividades podem representar caminhos para o desenvolvimento de uma arma nuclear.

Como referência para as críticas, o texto cita o acordo de cooperação nuclear civil firmado por Washington com os Emirados Árabes Unidos em 2009. Na ocasião, os Emirados aceitaram restrições ao enriquecimento de urânio e ao reprocessamento de resíduos nucleares, condições descritas no material como “padrão-ouro”.

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