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Crise no STF: Polícia Federal repassa dados na íntegra do celular de Vorcaro a Mendonça e Fux
Publicado 17/09/2026 • 18:45 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 17/09/2026 • 18:45 | Atualizado há 60 minutos
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Montagem / Reprodução TV Justiça
A íntegra dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro chegou nesta quinta-feira (17) aos gabinetes de Luiz Fux e André Mendonça, ampliando o grupo de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com acesso direto ao conteúdo apreendido pela Polícia Federal (PF) nas investigações envolvendo o ex-controlador do Banco Master.
A entrega ocorreu um dia depois de Fux e Mendonça solicitarem diretamente à PF acesso completo ao material. Como mostrou o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira, os pedidos foram feitos depois de outros integrantes da Corte terem recebido os dados e após a divulgação de mensagens atribuídas a Rodrigo Fux, advogado e filho de Luiz Fux, em conversas com Vorcaro.
Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes já haviam obtido cópias dos dados diretamente da Polícia Federal no início da semana. Com a entrega a Fux e Mendonça, o conteúdo do aparelho passa a estar disponível a um grupo maior de ministros em meio às divergências internas sobre a condução das investigações do caso Master.
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A movimentação representa também uma mudança na posição adotada anteriormente por Mendonça, relator das investigações relacionadas ao banco. Na semana passada, o ministro havia resistido à solicitação de colegas para que todo o conteúdo fosse compartilhado antes da sessão convocada para discutir mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes.
Mendonça argumentou na ocasião que as informações necessárias à análise já estavam nos autos e que a abertura integral dos dados poderia tumultuar o julgamento. O ministro informou ainda que possuía em seu gabinete uma cópia de segurança da extração realizada pela PF, mas afirmou que o material permanecia lacrado e que não havia consultado seu conteúdo.
Diante da resistência ao compartilhamento, Zanin, Gilmar e Moraes buscaram o material diretamente com a Polícia Federal. A corporação informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que o conteúdo original continuava sob sua custódia e que era tecnicamente possível produzir cópias idênticas sem comprometer a cadeia de custódia.
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Siga o Times | CNBCOs dados foram então enviados aos gabinetes. Zanin e Gilmar haviam solicitado acesso antes da sessão realizada na terça-feira (15), sob o argumento de que precisavam consultar o conteúdo para subsidiar a análise do caso e a elaboração dos votos.
Fux e Mendonça fizeram seus próprios pedidos na quarta-feira (16), buscando acesso ao mesmo conjunto de informações já disponibilizado aos colegas.
A ampliação do acesso ao celular acrescentou novos elementos à crise instalada no Supremo. Depois que os dados começaram a chegar aos ministros, tornaram-se públicas conversas de Vorcaro com Rodrigo Fux, além de mensagens com referências ao ministro Kassio Nunes Marques.
Durante a sessão de terça-feira, Mendonça afirmou que somente naquele momento havia tomado conhecimento de referências a outros integrantes do tribunal no material apreendido. Ele voltou a dizer que não havia aberto a cópia de segurança que permanecia em seu gabinete.
O conteúdo do aparelho passou, assim, de elemento da investigação sobre o Banco Master a um dos principais focos da disputa interna sobre a condução do caso. A controvérsia envolve tanto quem teve acesso aos dados quanto o momento em que determinadas informações chegaram ao conhecimento dos ministros.
A discussão sobre os dados ocorre enquanto permanece indefinido o julgamento iniciado na terça-feira (15) para analisar os desdobramentos das mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes.
A sessão terminou sem uma conclusão depois de Flávio Dino pedir vista do processo, interrompendo a análise e adiando uma definição do plenário sobre os próximos passos do caso.
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