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Depois de bate-boca e tensão no STF, Cármen Lúcia lamenta desconfiança dos brasileiros nas instituições: “Busca do acerto é um dever”
Publicado 16/09/2026 • 16:48 | Atualizado há 21 minutos
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Publicado 16/09/2026 • 16:48 | Atualizado há 21 minutos
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Wikimdia Commons.
A ministra do STF Cármen Lúcia
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), lamentou nesta quarta-feira (16) o momento de descrença da população nas instituições e afirmou que a confiança do cidadão é uma condição para o funcionamento da democracia.
A declaração foi dada durante participação por vídeo no 22º Encontro Nacional de Controle Interno, realizado em Belo Horizonte. Cármen abriu a programação desta quarta com uma palestra sobre o papel do controle interno na democracia brasileira.
“Eu digo isso com muito lamento pelos momentos que nós estamos passando de descrença, de desânimo com a administração pública”, afirmou.
Leia também: CRISE NO STF CRESCE: Cármen Lúcia se diz envergonhada e pede desculpas ao povo: “Geramos intranquilidade”
A ministra disse que a atuação do poder público precisa preservar a confiança da sociedade e defendeu que a busca por decisões corretas deve orientar o trabalho dos servidores.
“Erros são do ser humano, são dos nossos limites, mas a busca do acerto é uma imposição, é um dever”, disse Cármen.
Segundo ela, a qualidade do serviço público não pode ser tratada como concessão à população.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“Não é favor, não é uma prerrogativa, é obrigação. E é uma obrigação que nós temos que cumprir”, afirmou.
Leia também: Carmen Lúcia e a Procuradoria-Geral podem ser as pontes de apaziguamento na crise do STF
Na terça-feira (15), o plenário passou horas discutindo questões processuais ligadas aos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça, mas não chegou ao mérito do procedimento envolvendo informações reunidas pela Polícia Federal sobre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
O julgamento foi interrompido após Flávio Dino pedir vista. O placar provisório ficou em 4 a 3 para manter separados os procedimentos envolvendo Moraes e Mendonça.
A sessão também foi marcada por trocas de acusações entre ministros e confrontos envolvendo Moraes, Mendonça, Gilmar Mendes, Dino e o presidente da Corte, Edson Fachin.
Durante o próprio julgamento, Cármen já havia demonstrado incômodo com o ambiente no tribunal. A ministra disse estar em estado de “profunda consternação e tristeza”, afirmou sentir-se “um pouco até envergonhada” e pediu desculpas à população pela intranquilidade provocada pela crise no Supremo.
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