Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: descoberta em Araxá pode impulsionar indústria e reforçar posição do Brasil em terras raras
Publicado 18/09/2025 • 19:47 | Atualizado há 9 meses
Petróleo sobe com novos ataques entre EUA e Irã, reacendendo temor sobre oferta no Oriente Médio
Pesquisa mostra que idosos ainda desconhecem cobertura do Medicare para obesidade
Estudo prevê retração do mercado automotivo dos EUA até 2040
Não é substituir o dólar: estratégia da China mira reduzir dependência financeira dos EUA
De café com proteína a refrigerante com CBD: como marcas lucram com a explosão das bebidas funcionais
Publicado 18/09/2025 • 19:47 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
A descoberta da australiana St. George Mining em Araxá pode impulsionar a indústria nacional, caso seja mantida a estratégia de processamento no Brasil, disse o coordenador do Instituto de Terras Raras do CIT/SENAI, André Pimenta, em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“A ideia é que o país não apenas extraia o minério, mas consiga fazer o beneficiamento e a transformação localmente. O projeto que conduzimos no CIT/SENAI busca exatamente isso: ir da mina ao ímã, agregando valor dentro da cadeia e evitando a lógica de exportar o mineral bruto para depois importar o produto já acabado”, afirmou.
Ele destacou que a nova descoberta reforça a posição brasileira como detentor de reservas relevantes de terras raras, com potencial para ganhar mercado externo. “O Brasil tem um número expressivo de depósitos já mapeados e está ampliando essa frente. É possível que o consumo interno não absorva toda a produção, e isso abre margem para exportação. Com isso, além de gerar divisas e atrair investimentos, o país se coloca como alternativa real à dependência global da China, que hoje domina a produção”.
Leia mais:
Brasil projeta recordes em grãos e proteínas na próxima safra com crédito rural e políticas públicas
Prédio com grafite de propaganda da NFL no centro de SP é multado em R$ 260 mil pela Prefeitura
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCDe acordo com Pimenta, tanto o nióbio quanto as terras raras são estratégicos em diversas cadeias produtivas. “O nióbio é utilizado em aços especiais, principalmente na indústria automotiva e na construção civil, porque garante alto desempenho com menor peso e uso de material. Já as terras raras, que são 17 elementos diferentes, têm aplicações muito diversas, desde os ímãs permanentes usados em tecnologias modernas até semicondutores, telas de celulares e TVs, equipamentos médicos e também na área de defesa.”
Na dimensão estratégica, o especialista ressaltou que a descoberta desperta interesse internacional, principalmente no setor militar. “Os elementos de terras raras estão presentes em equipamentos de geolocalização, sistemas de defesa e até mesmo em aeronaves e submarinos. Um exemplo são os ímãs de samário-cobalto, que possuem propriedades específicas para operar em altas temperaturas, algo essencial em mísseis ou aviões de combate.”
Para Pimenta, o Brasil tem condições de se tornar um grande player nessa cadeia, desde a mineração até a produção de tecnologia de ponta. “Somos um país com tradição mineradora, temos experiência acumulada em ferro, fosfato e nióbio, e as universidades já vêm desenvolvendo tecnologias de processamento há mais de uma década. O que precisamos agora é transferir esse conhecimento acadêmico para a indústria.”
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Quina de São João tem sorteio milionário
2
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
3
GTA VI deve atingir arrecadação bilionária somente na pré-venda; veja
4
CNBC Originals: cinema dos EUA acelera bilheteria e mira volta aos US$ 10 bilhões
5
EUA atacam o Irã após Trump acusar Teerã de violar o cessar-fogo no Estreito de Ormuz