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Acordo Mercosul–UE cria mega mercado e reduz dependência de EUA e China
Publicado 15/01/2026 • 13:20 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 15/01/2026 • 13:20 | Atualizado há 9 meses
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Reprodução/Portal Gov
Acordo UE-Mercosul
O Mercosul e a União Europeia assinam neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, um acordo histórico de livre comércio que cria uma das maiores zonas comerciais do mundo, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e cerca de 30% do PIB global.
O pacto, negociado desde 1999, é visto por governos como uma tentativa estratégica de construir uma “terceira via” geopolítica, reduzindo a dependência tanto dos Estados Unidos quanto da China, em um cenário internacional marcado por protecionismo, disputas comerciais e fragmentação do multilateralismo.
A cerimônia ocorrerá no Teatro José Asunción Flores, às 12h (horário de Brasília), com a presença do presidente paraguaio Santiago Peña, do uruguaio Yamandú Orsi e, possivelmente, do argentino Javier Milei. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que teve papel decisivo na retomada das negociações, ainda não confirmou presença.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participa do ato após compromissos no Brasil ao lado de António Costa, presidente do Conselho Europeu.
Segundo Bruxelas, o acordo reforça o Brasil como parceiro-chave da UE em comércio, investimentos, clima, democracia e multilateralismo, além de ampliar a autonomia estratégica europeia diante da política tarifária dos EUA sob o governo de Donald Trump.
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Siga o Times | CNBCO tratado prevê a eliminação de tarifas para mais de 90% do comércio bilateral, favorecendo exportações europeias de automóveis, máquinas, vinhos e destilados, enquanto amplia o acesso ao mercado europeu para carne, soja, açúcar, arroz e mel sul-americanos.
Apesar do potencial econômico, o acordo enfrenta forte resistência política. Agricultores e pecuaristas europeus realizam protestos em países como França, Polônia, Irlanda e Bélgica, temendo concorrência de produtos sul-americanos com custos mais baixos e regras ambientais menos rígidas.
Para conter a oposição, a Comissão Europeia incluiu cláusulas de salvaguarda, com limites para importações de produtos sensíveis, como carne, aves, arroz, mel e etanol, e mecanismos de intervenção em caso de desestabilização do mercado.
Do lado sul-americano, o acordo também gera apreensão. Analistas alertam para impactos severos na indústria, especialmente nos setores automotivo, calçadista, moveleiro e de couro no Brasil e na Argentina. Estimativas citadas por especialistas apontam risco de perda de até 200 mil empregos industriais apenas no setor automotivo argentino.
Após a assinatura, o tratado ainda precisará ser ratificado pelos Parlamentos nacionais do Mercosul e pelo Parlamento Europeu, onde a formação de maioria favorável permanece incerta.
(*com informações da AFP)
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