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CSN pode levantar mais de R$ 3 bilhões com venda de fatia na MRS
Publicado 27/11/2025 • 09:27 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 27/11/2025 • 09:27 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Pedro Rezende / Wikimedia Commons
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A CSN Mineração deve adquirir a fatia de 18,75% que sua controladora detém na MRS Logística. A operação, que envolve uma das maiores malhas ferroviárias do Brasil, é avaliada em R$ 3,26 bilhões segundo dados recentes. A operação deve dar fôlego financeiro à siderúrgica de Benjamin Steinbruch, aliviando sua estrutura de capital. A estratégia consiste em drenar recursos do robusto caixa da CSN Mineração — que somava R$ 16 bilhões ao fim do terceiro trimestre — transferindo-os para a matriz por meio da venda do ativo.
Pressionada por um fluxo de caixa operacional negativo, a prioridade da holding é reduzir o endividamento. A dívida líquida soma R$ 37,5 bilhões, com uma alavancagem de 3,14 vezes o Ebitda, acima da meta de 3 vezes. A empresa não abre ao mercado os parâmetros exatos de seus covenants (cláusulas de dívida), limitando-se a afirmar que segue em conformidade com as obrigações.
Oficialmente, a empresa limitou-se a dizer à CVM que negocia com a CSN Mineração, sem cravar, por ora, o preço ou a fatia exata que será vendida. Já ao Cade, a siderúrgica argumentou que a manobra visa centralizar a logística na subsidiária de mineração. A mudança alinharia a estrutura acionária à operação, visto que a mineradora é a principal usuária da rede para levar a produção de Minas Gerais ao litoral fluminense
CSN Infraestrutura
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Siga o Times | CNBCO movimento integra a estratégia de criação da CSN Infraestrutura, braço que consolidará os ativos logísticos do grupo, incluindo a MRS, portos e rodovias. Prevista para sair do papel nos próximos meses, a nova holding deve funcionar como veículo para a captação de ‘alguns bilhões’ em 2026, conforme adiantou o diretor financeiro Antonio Marco Rabello em recente conferência.
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Considerada um ativo vital para a infraestrutura nacional, a MRS controla o chamado ‘Corredor Sudeste’. São 1.700 km de trilhos interligando os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, rota indispensável para o escoamento de minério de ferro, carvão e aço.
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