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Enquadramento de PCC e CV como terroristas pelos EUA é “retrocesso” e trará prejuízos econômicos ao Brasil, diz governo
Publicado 29/05/2026 • 13:17 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 29/05/2026 • 13:17 | Atualizado há 5 meses
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Foto: Canva
O governo brasileiro publicou, no início da tarde desta sexta-feira (29), uma nota sobre o enquadramento do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
A nota afirma que o Estado brasileiro tem como prioridade enfrentar as organizações criminosas com firmeza, mas classifica a medida americana como um “retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízo econômico ao país”.
Leia também: Enquadramento de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA pode afetar PIB e dólar no Brasil
“Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia”, aponta o comunicado.
A nota também afirma que o Brasil apresentou, em abril, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil ao departamento de Estado dos EUA.
Leia também: Classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos EUA traz risco econômico ao Brasil
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Siga o Times | CNBCO governo ainda critica a viagem do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro à Casa Branca na última terça-feira (26). Na ocasião, o parlamentar afirmou ter solicitado ao presidente norte-americano, Donald Trump, que enquadrasse as facções como organizações terroristas.
“É deplorável que, mais uma vez, integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender a intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no ‘tarifaço’, que causou tantos danos ao nosso país”, apontou o texto governamental.
Mais cedo, o vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que Flávio tentou desviar a atenção do escândalo envolvendo o Banco Master – instituição acusada de doar mais de R$ 130 milhões para o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
“Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides para desviar a atenção. Isso é ruim para o Brasil, pode ter consequências na área do sistema financeiro e na economia, não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar o país”, encerrou Alckmin.
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