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Economia Brasileira

Por que o Copom mantém cautela mesmo após cortar a Selic para 13,75%?

Publicado 17/09/2026 • 15:00 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • Copom reduz a Selic para 13,75% ao ano no quinto corte consecutivo.
  • Inflação e expectativas acima da meta mantêm o Banco Central em alerta.
  • Cenários externos influenciam os próximos passos da economia brasileira.
Banco Central

Foto: Agência Brasil

Por que o Copom mantém cautela mesmo após cortar a Selic para 13,75%

O Banco Central reduziu novamente a taxa básica de juros, mas evitou indicar uma trajetória para as próximas reuniões. A decisão desta semana levou a Selic para 13,75% ao ano.

Entretanto, o movimento não significa que o Copom tenha deixado de lado as preocupações com a inflação. O comitê ainda acompanha um cenário de riscos elevados e mantém atenção sobre fatores que podem pressionar os preços.

Leia também: Corte da Selic já está no preço; próximos passos do Copom ainda são dúvida, diz Leandro Benincá

Quinto corte seguido

A redução de 0,25 ponto percentual representa o quinto corte consecutivo da Selic. O Copom tomou a decisão por unanimidade, levando os juros de 14% para 13,75% ao ano.

Apesar disso, o Banco Central não informou qual será o próximo nível da taxa. O comitê afirmou que novas decisões dependerão dos dados que surgirem ao longo do tempo.

Petróleo e câmbio

Entre os fatores de preocupação estão a pressão no preço do petróleo, eventos climáticos e uma inflação mais resistente. O Copom também monitora os efeitos de uma eventual desvalorização prolongada do câmbio.

Vale destacar que a guerra no Oriente Médio e os efeitos sobre o petróleo afetam diretamente a economia do Brasil. Apesar de ser um dos produtores da commodity, o conflito entre EUA e Irã impede o envio de petróleo e de altos materiais importantes, como o fertilizante.

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Rendimento da economia

Os dados recentes mostram perda gradual de ritmo da atividade econômica, principalmente nos segmentos mais sensíveis aos juros. Ainda assim, o Banco Central considera a economia atual como resiliente.

Por outro lado, o mercado de trabalho permanece aquecido, ponto importante que também entra na avaliação do Copom. O comitê reduziu sua previsão para a taxa de desemprego, de acordo com as novas projeções.

Leia também: “Não tem jeito, o Banco Central tem que brecar mais para não bater na curva”, diz Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor da instituição

Copom mantém cautela

As situações internacionais atuais também ajudam a explicar uma postura mais cautelosa do Banco Central. As incertezas relacionadas aos conflitos no Oriente Médio e às decisões dos bancos centrais podem aumentar a volatilidade dos mercados.

Dessa forma, o Copom prefere acompanhar a evolução desses fatores antes de definir os próximos passos da Selic. O comitê reforçou que as próximas projeções devem depender diretamente das questões geopolíticas.

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