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Escócia ganha de lavada do Brasil quando o assunto é poder dos bancos sobre a economia
Publicado 24/06/2026 • 14:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 24/06/2026 • 14:03 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Montagem
A cultura de investimento de longo prazo deu à Escócia o know-how que transformou o país em um dos principais polos da Europa quando o assunto é setor bancário e gestão de recursos. O próprio governo escocês utiliza isso como propaganda para atração de capitais e empresas.
Os dados oficiais apontam que Edimburgo, capital do país, é o maior centro de gestão de ativos do Reino Unido fora de Londres. São mais de 500 bilhões de libras em ativos administrados dentro da Escócia. Isso inclui mercados de capitais, investimentos institucionais e gestão de patrimônio. Mas o que mais surpreende é o tamanho do setor bancário em comparação com o todo da economia.
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O próprio governo reconhece, em seu site oficial, que “o setor bancário escocês é desproporcionalmente grande” quando comparado à economia local. Os ativos bancários correspondem a cerca de 1.250% do PIB da Escócia.
No Reino Unido como um todo — que é um dos maiores mercados financeiros da Europa — essa proporção é muito mais modesta: cerca de 492% do PIB.
Quando o assunto é poder dos bancos sobre a economia, a diferença da Escócia para o Brasil é ainda maior, mesmo que o setor bancário na maior economia da América Latina seja um dos mais concentrados do mundo. No final da década passada, os ativos bancários no Brasil representavam algo próximo a 130% do PIB nacional, segundo dados da Febraban apresentados em março de 2020. Isso significa algo como um 10 a 1 para a Escócia.
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Naquela época, o volume de ativos totais das instituições financeiras bateu R$ 7,36 trilhões, superando, pela primeira vez, o PIB do país.
Na Escócia, boa parte desses ativos bancários está concentrada em dois conglomerados: o Royal Bank of Scotland, que hoje pertence ao grupo NatWest, e o Bank of Scotland, do grupo Lloyds.
A Scottish Financial Enterprise, órgão que representa empresas escocesas do setor financeiro, afirma que o mercado de gestão de ativos na Escócia deve dobrar até 2030 e alcançar a marca de 1 trilhão de libras sob gestão.
Essas animadas projeções estão amparadas na evolução do uso de inteligência artificial no setor de investimentos. Recentemente, a gestora Aberdeen e a Universidade de Edimburgo criaram o Centro para Inovação em Investimentos, voltado ao desenvolvimento de soluções em uso de IA generativa para apoiar pesquisas relacionadas a investimentos, como aquelas que fomentam os fundos quantitativos.
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Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.
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