Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Estoque regulador de café segurará preços nos EUA até outubro — e depois?
Publicado 05/09/2025 • 05:30 | Atualizado há 8 meses
Impactos da guerra no Irã levam Air India a cancelar 27% dos voos internacionais
CEO da Allegiant defende modelo de baixo custo após conclusão da compra da Sun Country
EUA e China anunciam protocolo de IA em cúpula e Nvidia poderá vender chips H200
SoftBank registra ganho de US$ 46 bilhões com aposta bilionária na OpenAI
Ações da Cisco disparam 17% após salto em pedidos de IA, apesar de corte de 4 mil empregos
Publicado 05/09/2025 • 05:30 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Unsplash
Café é um dos principais produtos exportados pelo Brasil
Mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que elevou em 10% o imposto sobre o café brasileiro em abril e, desde agosto, em 50%, os preços no mercado americano seguem relativamente estáveis. A explicação está no estoque regulador. Segundo especialistas, o país dispõe de café suficiente para abastecer sua demanda até outubro.
Até o início de agosto, produtores brasileiros conseguiram embarcar volumes com o preço antigo, anterior à nova tarifa de 50%. Agora, os estoques garantem estabilidade temporária, mas a perspectiva é de que, a partir do último trimestre, os EUA enfrentem dificuldades para sustentar os preços atuais.
Leia mais:
Café brasileiro tenta entrar em lista de exceções às tarifas dos EUA
Apesar das tarifas dos EUA, café brasileiro apresenta valorização, aponta diretor da MB Agro
Café brasileiro bateu recorde de exportações no ano passado e projeta safra histórica para 2026, apesar de tarifaço
Esse cenário alimenta o otimismo entre produtores e analistas sobre a possibilidade de flexibilização das tarifas. Hoje, 30% do café consumido nos EUA vem do Brasil, que destina cerca de 16% de sua produção ao mercado americano.
O consultor Vicente Zotti, especialista em commodities agrícolas e sócio da Pine Consultoria, diz que os EUA não teriam como substituir o café brasileiro por outro produto e tampouco poderiam recorrer a outro fornecedor de peso. “Também seria inviável para o Brasil encontrar um destino de relevância que absorvesse o mesmo volume exportado aos Estados Unidos”, afirma.
O consumo interno americano gira em torno de 8 milhões de sacas ao ano, enquanto o mercado brasileiro, o segundo maior do mundo, cresce a uma taxa de 400 mil sacas anuais. Mesmo a China, em seu melhor momento, consome apenas 1,5 milhão de sacas. Os dados são do Cecafé.
Nesse contexto, tanto para EUA quanto para Brasil, o rompimento de laços comerciais em definitivo parece pouco plausível. A incerteza permanece, no entanto, sobre qual será a estratégia americana a partir de outubro, quando o estoque regulador se esgotar.
Os produtores brasileiros acreditam que a inviabilidade de novos players suprirem a demanda americana é o principal argumento a favor do café brasileiro. A outra solução para o governo americano seria ver a inflação do cafezinho disparar. O aumento dos preços foi fatal ao governo Biden. Trump incorrerá no mesmo equívoco?
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Dívidas dos clubes brasileiros batem R$ 16 bilhões em 2025; veja ranking
2
Linha do tempo: como os sócios da Naskar abandonaram a sede e sumiram com o dinheiro de investidores
3
Por que a Enjoei decidiu encerrar a Elo7? Entenda o que levou ao fechamento
4
BC multa Banco Topázio em R$ 16,2 milhões, veta operações com cripto e põe outras instituições no radar
5
Rombo contábil de R$ 5 bilhões na Aegea afeta Itaúsa e adia planos de IPO