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Atlas da infraestrutura mapeia gargalos logísticos e oportunidades de investimento no Brasil
Publicado 27/05/2026 • 13:20 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/05/2026 • 13:20 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Atlas da Infraestrutura lançado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) busca ampliar a capacidade de análise logística e planejamento estratégico no Brasil ao reunir, em uma única plataforma georreferenciada, informações sobre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos de todo o país, afirmou a economista-chefe da entidade, Marília Silva.
Em entrevista nesta quarta-feira (27) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, disse que a ferramenta foi desenvolvida para facilitar a tomada de decisão de investidores, gestores públicos, universidades e empresas interessadas em avaliar gargalos logísticos, ativos de infraestrutura e oportunidades de expansão.
Marília destacou que o projeto representa um avanço importante na frente de geointeligência do Observatório Findes. “A geointeligência seria juntar toda essa capacidade de trabalhar dados e associar informações complexas para gerar soluções ao tomador de decisão”, explicou.
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A economista ressaltou que o Atlas consolida informações públicas espalhadas em diferentes órgãos reguladores e sistemas nacionais.
Segundo ela, a plataforma reúne dados sobre 122,4 mil quilômetros de rodovias federais, 27 mil quilômetros de ferrovias, 427 instalações portuárias e 528 aeroportos, incluindo terminais públicos, privados e helipontos.
Marília explicou que o principal desafio foi integrar todas essas informações em um único ambiente digital de interpretação simples. “O grande desafio do Observatório foi juntar todas essas informações em uma mesma plataforma e permitir que esse nível de informação complexa pudesse ser visto de uma forma mais fácil”, ressaltou.
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Ela afirmou ainda que a equipe trabalhou na qualificação de mais de 200 mil feições geográficas dentro do sistema para permitir análises específicas sobre infraestrutura e logística em diferentes regiões do país.
A economista destacou que o Atlas não foi criado para produzir diagnósticos prontos, mas para permitir que cada usuário desenvolva análises próprias conforme seus objetivos.
Segundo Marília, investidores podem utilizar a plataforma para avaliar distâncias até portos, disponibilidade de rodovias pavimentadas, acesso ferroviário e localização de polos logísticos.
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Siga o Times | CNBC“O Atlas é uma ferramenta de uso específico para o tomador de decisão”, pontuou ao explicar que a plataforma permite visualizar oportunidades e gargalos sem necessidade de deslocamentos presenciais.
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Ela afirmou ainda que empresas podem analisar rotas mais eficientes conforme o tipo de carga transportada. “Se eu tenho uma carga que precisa mais de ferrovia do que de rodovia, vou fazer determinada escolha logística”, observou.
Marília explicou que o projeto também nasceu da necessidade de posicionar o Espírito Santo de forma mais estratégica diante das mudanças trazidas pela reforma tributária.
Segundo ela, o estado possui vantagens competitivas importantes por estar próximo dos principais centros consumidores do país. “Se eu traçar um raio de 1.200 quilômetros, tenho praticamente 60% do PIB do Brasil”, destacou.
A economista afirmou que o Espírito Santo já possui forte infraestrutura portuária e boa integração rodoviária e ferroviária, fatores que podem fortalecer o estado como um grande hub logístico nacional. “O estado pode se colocar como um hub logístico da região Sudeste e do Brasil como um todo”, frisou.
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Marília destacou ainda que o Atlas deve ajudar o setor produtivo a planejar investimentos de longo prazo em um cenário de transformação econômica e tributária.
Segundo ela, o trabalho reflete uma visão estratégica construída coletivamente por diferentes instituições capixabas preocupadas com competitividade e desenvolvimento regional. “O estado do Espírito Santo é um estado que se planeja muito”, ressaltou.
A economista concluiu afirmando que infraestrutura integrada será um dos principais fatores de competitividade econômica nos próximos anos. “A gente realmente acredita que o estado tem esse potencial”, concluiu.
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