Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Juros altos no mundo reduzem espaço para cortes no Brasil e elevam risco de desaceleração global; entenda
Publicado 27/05/2026 • 10:18 | Atualizado há 1 hora
Nvidia aumentará dez vezes o investimento para expandir produção de chips em Taiwan; valor pode chegar a US$ 150 bilhões por ano
Chairman destituído da BP rebate acusações e fala em ‘narrativa falsa’
American Airlines escolhe Starlink, da SpaceX, para Wi-Fi a bordo em mais de 500 aeronaves
Ameaça do Irã de controlar o Estreito de Ormuz abala os mercados de petróleo: ‘As pessoas estão com medo’
Casal millennial troca Los Angeles por Atlanta para assumir negócio familiar de cemitérios que faturou R$ 31,8 milhões
Publicado 27/05/2026 • 10:18 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A persistência da inflação global, a alta do petróleo e a pressão sobre os títulos públicos americanos reduziram significativamente o espaço para cortes de juros no Brasil e aumentaram o risco de desaceleração econômica, afirmou o economista especialista em macroeconomia Wagner de Moraes. Em entrevista nesta quarta-feira (27) ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o mercado financeiro global passou a rever as expectativas para 2026 diante do ambiente de maior instabilidade e da resistência inflacionária nas principais economias.
“Mudou muita coisa e o cenário atual não é muito inspirador”, disse Moraes ao comentar os impactos da crise internacional sobre os Estados Unidos. De acordo com o economista, o cenário atual afeta principalmente os preços da energia, dos serviços e dos salários, além de manter elevada a taxa de juros americana.
Moraes destacou que o Federal Reserve (Fed) passou a adotar um discurso mais duro, trabalhando com juros entre 3,6% e 3,75%, enquanto o índice de inflação PCE segue em torno de 3,5%, acima da meta de 2%. “Isso reduz a possibilidade de corte de juros e aumenta a pressão nos títulos do tesouro americano”, afirmou.
Leia também: Exclusivo CNBC: Banco da França alerta que guerra no Oriente Médio pode manter juros altos por mais tempo
Os chamados Treasuries também atingiram níveis historicamente elevados. O título de 10 anos já opera em torno de 4,5% ao ano, enquanto o de 30 anos chegou a 5%. Segundo o economista, mesmo um eventual encerramento imediato dos conflitos no Oriente Médio não produziria efeitos rápidos sobre a inflação. “A amenização dos preços levaria meses para recuar os índices inflacionários”, afirmou.
No Brasil, Moraes avalia que o ambiente ficou ainda mais restritivo para a política monetária. Para ele, a expectativa de um ciclo consistente de redução da Selic praticamente desapareceu nas últimas semanas. Embora o Banco Central ainda projete juros próximos de 10,5%, o avanço do IPCA, atualmente em 5,04%, limita qualquer possibilidade de flexibilização relevante no curto prazo.
O economista também apontou o impacto do cenário internacional sobre o fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes. Segundo ele, a recente entrada recorde de recursos no Brasil foi puxada majoritariamente por operações especulativas de curto prazo, conhecidas como carry trade.
Leia também: Fed deve manter juros enquanto mercado observa transição de liderança
“Da mesma forma que entra rápido, esse capital sai rápido”, alertou Moraes. Na avaliação dele, uma eventual retirada mais intensa de recursos até o fim do ano pode gerar forte pressão sobre o câmbio e ampliar os efeitos inflacionários.
A expectativa atual do Banco Central para o dólar está em torno de R$ 5,17, mas, segundo o economista, uma revisão para cima dificultaria ainda mais qualquer tentativa de redução dos juros. “Estamos em um cenário de muita imprevisibilidade e risco”, afirmou.
Para Moraes, o impacto dos juros elevados e da inflação persistente já começa a comprometer as perspectivas de crescimento econômico do Brasil. A projeção atual para o PIB gira entre 1,7% e 1,89%, patamar considerado insuficiente diante da inflação acumulada.
Leia também: Petróleo alto limita início de Kevin Warsh no Fed e pressiona juros nos EUA
“Com um PIB projetado em 1,89% e uma inflação em 5,04%, na prática já temos um crescimento negativo”, afirmou. Segundo ele, o ambiente de negócios também sofre com o elevado custo tributário e com a perda de capacidade de investimento das empresas.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleO economista destacou que a carga tributária brasileira, atualmente em torno de 32,7% do PIB, compromete a competitividade da economia. Ele comparou o cenário brasileiro ao dos Estados Unidos, onde a carga estaria entre 14% e 15% do PIB, e à Europa, com cerca de 18%.
“Isso encarece o dinheiro, achata o lucro dos empresários e diminui a capacidade de giro econômico”, afirmou Moraes. Para o economista, a combinação entre juros elevados, inflação resistente e baixa capacidade de investimento mantém o Brasil em um ambiente de crescimento fraco e elevada instabilidade econômica.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Quanto custa o jato mais rápido do mundo apresentado em SP?
2
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
3
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
4
Ministério Público investiga ligações entre a Equatorial e o escândalo do Banco Master na privatização da Sabesp
5
Cláudio Castro é alvo de buscas da PF por aportes de até R$ 3 bilhões de fundos de pensão no Banco Master