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Governo registra superávit de R$ 36,5 bilhões em outubro; no acumulado ainda está em déficit
Publicado 28/11/2025 • 11:39 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 28/11/2025 • 11:39 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Governo Central registrou superávit primário de R$ 36,5 bilhões em outubro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. O resultado superou as estimativas do mercado e se tornou o quarto melhor para o mês desde 1997.
A pesquisa Prisma Fiscal indicava superávit esperado de R$ 32,2 bilhões.
Apesar do avanço, o dado ficou abaixo do observado em outubro do ano passado, quando o superávit foi de R$ 41 bilhões, já corrigidos pela inflação.
O superávit primário reflete a diferença entre receitas e despesas do Governo Central, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.
Entre janeiro e outubro, o Governo Central acumula déficit de R$ 63,7 bilhões, número que mantém a meta fiscal sob pressão.
A LDO estabelece meta de déficit zero, com tolerância de até 0,25% do PIB, o que equivaleria a um déficit autorizado de até R$ 31 bilhões.
Despesas extraordinárias, como precatórios e reembolsos a aposentados afetados por fraudes no INSS, ficam fora dessa margem.
A melhora do resultado em outubro foi influenciada por arrecadação mais forte, puxada principalmente por:
O aumento do IR refletiu a alta da massa salarial e dos rendimentos de renda fixa, enquanto o IOF subiu com a retomada da alíquota após decisão do STF.
Mesmo com receita maior, as despesas subiram 9,2% acima da inflação na comparação com outubro de 2024. A expansão veio de:
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA Previdência voltou a pressionar as contas com o reajuste real do salário mínimo e a expansão do número de beneficiários.
Mesmo com o superávit de outubro, a distância para a meta ainda é significativa. O governo estima déficit de R$ 75,7 bilhões em 2025, limite da banda permitida pelo arcabouço.
As estatais federais também pressionam o resultado, com previsão de rombo de R$ 9,2 bilhões, agravado pela inclusão do prejuízo dos Correios de R$ 3,3 bilhões.
Para cumprir a meta, o governo mantém R$ 7,7 bilhões bloqueados, sendo R$ 3,3 bilhões contingenciados recentemente por causa da piora das contas.
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