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Economia Brasileira

Expandir ferrovias aumenta competitividade brasileira, diz ministro dos Transportes

Publicado 28/05/2026 • 12:28 | Atualizado há 26 minutos

KEY POINTS

  • O governo federal pretende elevar a participação do modal ferroviário dos atuais 23% para 35% da matriz de transporte de cargas do país nos próximos oito anos, dentro de uma estratégia para reduzir custos logísticos e ampliar rotas de exportação.
  • Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, o Brasil vive hoje um novo ciclo de expansão da infraestrutura logística após décadas de baixos investimentos em rodovias e ferrovias.
  • O governo prevê uma carteira com dezenas de concessões rodoviárias, ferroviárias e terminais logísticos, além da entrada de novos investidores estrangeiros no setor.

O Brasil precisa ampliar rapidamente sua malha ferroviária para reduzir gargalos históricos de logística e aumentar a competitividade das exportações, afirmou o ministro dos Transportes, George Santoro, ao detalhar os planos do governo para expandir a participação dos trilhos na matriz de transporte nacional.

Em entrevista Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (28), o ministro disse que a meta do governo é elevar a participação ferroviária dos atuais 23% para 35% da movimentação de cargas em até oito anos. “De 23 para 35 é um aumento de mais de 50%”, destacou.

Santoro afirmou que o avanço das ferrovias será fundamental para reduzir custos de transporte e criar novas alternativas de escoamento da produção agrícola e mineral do país.

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Corredores logísticos

Entre os principais empreendimentos, o ministro citou o corredor entre Feira de Santana e Salgueiro, na BR-116, conectado à Transnordestina e ao Porto de Pecém. Segundo Santoro, a região do Matopiba exige expansão urgente da infraestrutura logística devido ao crescimento acelerado da produção agrícola. “Você constrói um corredor logístico de exportação do Brasil novo”, ressaltou.

O ministro também mencionou projetos como a Malha Oeste, o Corredor Leste-Oeste e a ligação entre Açailândia e Barcarena como iniciativas estratégicas para ampliar o acesso ferroviário a diferentes portos brasileiros.

Investimentos acelerados

Segundo Santoro, o país vive hoje o maior ciclo de concessões da história recente da infraestrutura nacional. O ministro afirmou que o governo já realizou 23 leilões desde 2023, com cerca de R$ 260 bilhões garantidos para mais de 11,3 mil quilômetros de rodovias. “Um projeto levava sete anos para sair do papel; hoje ele está levando dois anos, dois anos e meio no máximo”, pontuou.

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Na avaliação dele, a aceleração das concessões ocorreu após mudanças regulatórias, padronização de contratos e aumento da previsibilidade para investidores.

Estrangeiros voltaram

Na avaliação de Santoro, o novo modelo de concessões ajudou a recolocar o Brasil no radar do capital internacional. Segundo ele, o governo passou a realizar roadshows no exterior e estruturou projetos com maior segurança jurídica e regras mais claras de governança. “O Brasil voltou a ter participação de investidores estrangeiros nos leilões”, afirmou.

O ministro destacou ainda que fundos soberanos internacionais passaram a demonstrar interesse crescente nos projetos brasileiros de infraestrutura. “Hoje nós temos a maior carteira de concessões rodoviárias e ferroviárias do mundo”, observou.

Pressão ambiental

Segundo Santoro, todos os projetos do Ministério dos Transportes passaram a ser estruturados sob premissas de neutralidade de carbono. “A gente botou como premissa que eles sejam Carbono Zero”, explicou.

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O ministro ressaltou que projetos ferroviários podem retirar milhares de caminhões das rodovias e reduzir significativamente as emissões de carbono. “Um projeto ferroviário desse tira 3 mil caminhões das rodovias, 4 mil caminhões”, destacou.

Segundo ele, parte das receitas das concessões passou a ser direcionada para projetos ligados à transição energética e resiliência climática, ampliando o interesse de fundos internacionais voltados a critérios ambientais.

Times Brasil - CNBC

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BR-319 no foco

Segundo Santoro, o projeto da BR-319 enfrentou anos de impasses ambientais e técnicos, mas agora avança com um novo modelo de monitoramento e governança ambiental. “Nós estamos falando bem do coração da floresta amazônica”, observou.

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O ministro explicou que o novo modelo prevê mecanismos permanentes de monitoramento ambiental, controle de tráfego e integração entre órgãos públicos e concessionária privada para reduzir riscos de desmatamento e ocupação irregular.

Na avaliação dele, a proposta poderá se transformar na primeira grande parceria público-privada federal voltada especificamente à governança ambiental. “Vai ser a primeira PPP de governança ambiental do país”, concluiu.

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